Como é a sensação de ser um modelo

O marketing também passa uma sensação de ser personalizado para cada indivíduo. A empresa não tem medo de colocar o dedo em polêmicas sociais e tomar lados. Esse tipo de marketing, é claro, tem sua boa dose de risco. Um risco também é assumido ao manter a fórmula original por tanto tempo. Segundo Francisco, ele a aconselhou a aguardar a alta hospitalar da jovem para que vir de Alagoas para o Rio. Modelo foi casada e tem um filho Foto: Reprodução — A mãe dela é uma pessoa simples. Como Ser um Poeta. A poesia é um meio de expressão por meio do qual se exprimem sentimentos e situações em poucas palavras, o que pode ser um desafio e tanto. Um poema pode lidar com um amplo leque de emoções e assuntos em que o leitor... Quer elaborar uma pesquisa de clima de qualidade para a sua empresa? Entenda como fazer isso! O clima organizacional é um conceito bastante importante para a gestão de recursos humanos.Afinal, reflete a opinião e a sensação dos colaboradores em relação à empresa, incluindo elementos como o ambiente organizacional, liderança, relacionamento com os colegas e políticas de RH. Promoção Arte Contemporânea é um modelo moderno e multifuncional que ajuda a criar vídeos 3D cinematográficos usando 30 cenas pré-fabricadas. Com elementos 3D em ambiente futurista limpo e animação abstrata de título, esse modelo flexível pode ser usado para trailers, aberturas, vídeos promocionais, introduções e muito mais. · Campanha de informação pública: para ser eficaz, o modelo nórdico deve ser acompanhado por uma ampla campanha de informação pública (como a que acompanhou a mudança nas leis de fumo). Andar como uma modelo na passarela é fácil de começar, mas é uma arte a ser aperfeiçoada. Não se preocupe, porque praticar é boa parte da diversão! Descubra como trabalhar na sua técnica de caminhar de salto mantendo um pé na frente do outro; depois, aprenda sobre as técnicas para manter sua expressão facial focada e preparada. artigo é discutida a experiência de um grupo de Focalização como um modelo para um novo tipo de pequenos grupos. A intenção é a de que cada membro possa seguir no processo descrito acima simultaneamente e então poder partilhar sua experiência. Este pode ser um formato de ensino eficaz, mas o mais importante, gera um tipo particular No entanto, se o produto final não for bom, sempre haverá a sensação de que ele ficou abaixo do esperado. Teaser offline. Na era digital, é comum ligarmos o conceito de um teaser a conteúdos online, como vídeos. De fato, esse é o modelo mais utilizado e que, naturalmente, chama bastante atenção do público. Os médicos não sabem ao certo o que causa a sensação de nó na garganta. A sensação pode envolver maior tensão muscular na garganta ou logo abaixo dela, ou pode ser também decorrente de refluxo gastroesofágico. A sensação às vezes aparece quando as pessoas vivenciam certas emoções, como tristeza ou orgulho, mas é geralmente ...

A Prostituta- Verídico

2020.10.14 12:21 DonaBruxa_Deyse A Prostituta- Verídico

🕷🕸Relato recebido. Foi contado por uma mulher sobre seu contato com Setealém.🕸🕷
Eu sou Brasileira e morei em Milão/Itália entre os anos de 2003 à 2015.
Minha mãe tinha cidadania italiana, pois na sua juventude tinha sido modelo e morado na Itália. No seu tempo, chegou até a atuar em alguns filmes do de Sica. Mas minha mãe era fria, ruim, maldosa. Não dava a mínima pra mim. Ela era alcoólatra e me batia desde sempre.
Nunca conheci meu pai. Ela jamais citou seu nome. Sempre imaginei que fosse um italiano famoso e mantive a esperança de encontrá-lo. Minha avó era boa e me confortava após as surras. Contava que minha mãe nem sempre fora assim. Que era doce, meiga, sorridente. Mas que depois que voltou de vez da Itália pro Brasil, nunca mais fora a mesma. Tinha se transformado num monstro e que nem a reconhecia mais. Eu só pensava em fugir de casa. Minha avó morreu em 2002. Fiquei ainda mais sozinha.
Quando fui descoberta como modelo, não pensei duas vezes e fui embora. Minha mãe assinou os documentos e pela primeira vez na minha vida, parecia feliz por estar se livrando de mim.
Cheguei em Milão com 15 anos na esperança de seguir carreira como modelo. Sai do Brasil com um contrato assinado para desfiles de modas e realmente, desfilei por 2 anos. Porém, muitas meninas chegavam com o mesmo sonho, por ser um mercado com muita competição, os trabalhos foram diminuindo. Morava num apartamento perto de monte Napoleone e dividia com mais 5 garotas também modelos.
Comecei a trabalhar como vendedora pra uma loja de grife: Chanel. Mesmo recebendo comissão, era muito cara o estilo de vida que levava e tinha o sonho de ter sucesso na vida.
Uma das minhas colegas de apartamento, não escondia de nós que trabalhava como Ragazza imagine em danceterias e saia com clientes ricos depois dessas noitadas. Na verdade, ela era uma garota de programa e saia com a nata da sociedade milanesa.
Eu estava de saco cheio daquela vida e eu mesma pedi que ela me apresentasse para seu “chefe”. Era uma agência de “modelos”. Fiz fotos para um “book” que seria exibido para clientes que procuravam meninas com o meu perfil. O cachê para esses encontros partiam do valor de €1.500,00 por três horas de encontro. Esse valor livre em minhas mãos.
Nesse período em que trabalhei pra essa agência, sai com jogadores de futebol, políticos, artistas, sheikes árabes, milionários… Rolava sexo e muita droga. Eram homens generosíssimos e além do cachê pré combinado, ganhava gorjetas e muitos presentes. Nós não éramos obrigadas a usar, mas confesso que tornou-se um vício também. Numa sexta-feira, fomos chamadas para comparecer na agência.
Foi nos explicado que um cliente muito importante escolheria 7 garotas para um “evento”. Seria pago 17 mil euros para cada antecipadamente. As escolhidas seriam levadas por um motorista na data e horário combinado è trazidas de volta no fim do evento. Deveríamos assinar um termo de silêncio e que nada visto ou ouvido poderia ser divulgado. Meus olhos brilharam ao imaginar o valor que seria pago. Entrou então um avaliador. Ele estava ali para escolher as 7 meninas. Ele vestia terno caríssimo, sapatos que brilhavam, luvas pretas de couro, óculos escuros, mas eu pude sentir um desconforto toda vez que ele olhava para mim. Ele não falava nada. Parecia fraco, adoentado mesmo, pele amarelada. Todas as meninas vestiram biquínis, formamos uma fila e começamos a desfilar para ele. Ele apenas apontava o dedo para as que escolhia. Eu fui uma delas. Vibrei por dentro.
Houve uma segunda etapa da seleção, onde tínhamos que responder uma sequência de perguntas, que não faziam muito sentido naquele momento:
Você mora sozinha? Acredita em Deus e outros seres? Você tem medo do escuro? Transaria com um réptil? Qual período de tempo mais longo que aguentaria ficar sem beber água ou líquido? Acredita em orações ou rezas? Sabe dizer uma de cor nesse momento? Já ficou presa dentro de um quarto sozinha numa casa desconhecida? Você se considera uma pessoa capaz de guardar segredos? Se você desaparecesse, alguém sentiria sua falta?
Entre outras perguntas totalmente sem nexo....mas enfim, ricos são excêntricos, pensei!
Sai de la, com meus euros garantidos, porque no fim do processo, cada uma das 7 recebeu na conta o valor combinado. Deveríamos ir lindas e o tema da festa era “Mascarados”.
Sai da agência tão feliz. Resolvi comprar vestido, sapatos e bolsas novas. Comprei perfume e maquiagem. A festa seria na noite seguinte e meu motorista me buscaria as 19 horas em ponto.
No horário combinado, toda linda, eu aguardava no hall de entrada do prédio o tal motorista.
No termo que assinei dizia que não nos era permitido o uso/ portar nenhum aparelho fotográfico ou celular.
Então, parou um carro preto antigo, muito velho e desceu um homem tão estranho quanto o que me escolheu na seleção da agência.
Ainda assim de forma educada, sem olhar para mim, abriu e fechou a porta do carro.
Ele não trocou uma palavra comigo durante uma hora e meia até chegar ao local do evento.
Sabia que estávamos na região do lago de Como, mas nunca vira ali na Itália uma estrada tão deserta. Não cruzamos com nenhum Autogrill. Até chegarmos a um castelo antigo, que a primeira vista parecia abandonado. Estávamos no meio do nada e ali tinha um castelo! Ao adentrar no castelo, vi no meio do salão minhas 6 amigas. Estávamos lindas, ansiosas. Nos cumprimentávamos, quando ouvimos 7 rufadas de um tambor. Congelamos. Apareceu uma mulher vestida de preto e seu rosto escondia-se atrás de uma telinha do seu fascinator. Fez sinal para que a seguíssemos e fomos até outra sala ainda maior. Antes de entrarmos nessa segunda sala, a cada uma de nós foi perguntado ( pela senhora de preto): -Acredita na unidade daquele que é um só? Todas nós respondemos que sim ( nem sei dizer porque respondi que sim) e entramos no grande salão. Estava escuro e de repente, mais sete rufadas de tambor e a nossa frente, uma luz amarela acendeu. Era uma luz amarelada estranha, meio fraca, piscava e a nossa frente surgiam pessoas mais estranhas ainda. Ouvimos uma música que nos perturbava. Ficamos sem reação. Deveríamos dançar? Conversar? Sorrir?
Notei que aquelas pessoas pareciam pertencer a uma alta classe social porque por mais estranhas que fossem, havia muita pompa no modo delas vestirem-se e portarem-se. Repito que era tudo estranho e feio! Havia homens e mulheres e até crianças mascaradas naquela festa! Pessoas ricas com roupas tão surradas? Havia um cheiro muito forte no ar. Como se algo tivesse estragado ou em putrefação. A música era a mesma e eu já não entendia nada. Aos poucos, homens mascarados se aproximavam. Um deles, cambaleando chegou até mim, sorriu e NÃO TINHA DENTES. Me disse algo e seu hálito me atingiu... Inconscientemente, levei a não até a boca e nariz! Quase vomitei. Ainda assim, disfarcei e sorri. Quando ele encostou a mão gelada no meu antebraço, senti que cairia no chão.
Ele pressionou meu braço e me levou para dançar. Se é que aquilo seria dançar... davam uns pulos, tinham trejeitos e a falta de coordenação daquele povo poderia ser considerado patético!
Suportei por bem uns 10 minutos aquele bafo, mãos geladas sobre mim... Até que pedi algo para beber. Ele disse numa voz rouca mas fina, que não tínhamos permissão para beber nem comer.
Gente, que absurdo.
Porém, tinha levado meu pozinho mágico e seria obrigada a usá-lo para aguentar aquele show de horrores. Lembrando que já tinha embolsado meu dinheirinho, estava tudo Ok. Pedi para usar o banheiro e então a senhora de preto me levou. Iluminando o caminho com uma vela preta. O banheiro era a coisa mais NOJENTA que há vi na vida.
As privadas estavam todas sujas de m€£%¥. Tinha até vermes na água que fica parada no vaso. Pedaços de carne podres! Não tinha descarga. Ao tinha torneiras. Desisti de fazer xixi. Usei minha bolsa de apoio e fiz a maior carreira de minha vida. Quando voltei para o salão as pessoas tinham desaparecido. Só tinha uma mulher mascarada que me observava. Resolvi que deveria puxar assunto e caminhei na direção dela. Faltavam 5 passos e vi que uma senhora também de preto a arrastou. A mascarada gritou: - Eu sou você! ( disse meu nome!!!)Vá embora! Fuja daqui! Nós liberte desse inferno! Na confusão, sua máscara cai e pude ver seu rosto. Aquela mulher era idêntica a mim! Era eu num outro corpo. Nada pude fazer... A vi ser levada. Minhas colegas já tinham sumido e eu fiquei sozinha ali. Senti as mãos geladas no meu braço outra vez. Era aquele horrorizo novamente. O povo parecia ser muito ruim de festa. Ninguém falava, ninguém tia ou cantava, vão podíamos comer ou beber! Fui levada até um quarto . Passamos por corredores frios e escuros. Eu e ele! Meu coração batia forte... Não sabia se era a droga ou o medo. Comecei a escutar gritos ao passar por outros quartos. Chegamos ao “nosso” quarto! Era tão ridículo e feio quanto todo o resto até aquele momento.
Uma vela preta estava acesa. A única luz naquele quarto frio.
Tinha chegado a hora.. Teria que fazer jus ao dinheiro pago por aquela noite. Estava arrependida já!
Comecei a me despir, o homem, tirou a máscara e falou:
-NÃO OUSE!
Paralisei!
-Sente-se!
Ela falou comigo sem abrir a boca!
Sentei e ele me explicou:
-Eu sou seu irmão. Sou filho da mulher que gritou seu nome. Meu pai aprisionou ela aqui há anos. Ele é prefeito aqui. Você está num lugar que não existe. Aqui é o meio. Aqui é Sathlem ( algo assim)... Não sei escrever ou repetir. Prometi à ela que te libertaria. Suas amigas jamais voltarão. Já pertecem a esse lugar.
Quanto mais ele falava, mais lúcida eu ficava. Será que esse pozinho era tão forte assim? Só pensava nisso?!? Como eu poderia estar pensando nisso?Meu Deus, estou tendo uma overdose! Não é possível!
E o estranho concluiu meu PENSAMENTO: - Não, você não está alucinando ou alterada. Você foi despertada pelo UM SÓ! Não fale mais nada para não desperta-lo!
Comecei a chorar! Queria devolver o dinheiro! Queria ir embora.
Comecei a ouvir passos... Como se um gigante se aproximasse. O estranho fez sinal para eu calar a boca. Não era capaz de controlar meu choro. Até o estranho pressionar com o dedo um ponto na minha garganta! Doeu muito. Ouvi ele pedindo desculpas por fazer aquilo e perdi os sentidos.
Acordei na minha cama. Estava com o vestido e sapatos da festa.
Tinha um bilhete escrito na comoda do quarto escrito assim:
Senti tanto medo. Jurei que nunca mais beberia ou me drogaria na vida e pararia com aquele “trabalho” Realmente, nunca mais fiz nada daquilo.
Meu telefone tocou e era o agente. Precisava ir até a agência.
Fodeu, pensei! Fodeu, fodeu, fodeu!
Mas fui... Porque sabia que se vão fosse, eles viriam ate mim. Meio que você começa a fazer parte da máfia! Você tem que prestar contas!
Fui com o coração na mão! Bom, pensava a, gastei o dinheiro somente com o vestido, bolsa, sapatos e maquiagens. Não tinha gastado tanto e teria como cobrir os gastos e devolver os 17 mil.
Quando cheguei lá, o agente me tratou tão bem... Disse que eu tinha sido venerada e exaltada. Que tinha sido profissional e me destacado . Gostaram tanto de mim que pediram meus dados bancários porque me fariam um agrado!
Entendi que o agente tinha sido recompensado. Perguntei sobre minhas colegas e ele mudei de assunto: -Que colegas? De quem você está falando?
(NUNCA MAIS AS VI!) Não eram amigas. Nas as viagem festas e tal... Jamais as vi novamente.
Fui até um ATM e quando solicitei meu saldo, quase caí de costas! Havia sido depositado na minha conta alguns muitosssss 00000000000 de euros.
Com essa grana, mudei minha vidaComprei um apartamento e carro. Estudei. Conheci um grande amor. Tenho filhos. Moramos na Bélgica. Sou estilista de moda e tenho minha grife!
Tenho sonhos recorrentes com aquele lugar onde estive. Meu marido sempre comenta ter a sensação de estar sendo seguido ou observado. Diz ver carros estranhos parados na rua de casa. Comenta sobre carros estranhos! Digo que é apenas impressão dele!
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2020.10.14 12:19 DonaBruxa_Deyse Sobrenatural-Verídico

Preciso dividir isso com vocês! Relato de uma consulente que me procurou desesperada por ajuda espiritual. E irmãos de fé, me ajudem porque nunca lidei com isso não!
Eu ouvi todo o relato. Quanto mais ela contava, mais certeza eu tinha de que se tratava de SETEALEM!
Ela relatou que em maio, devido a pandemia e quarentena, sua família resolveu que seria melhor todos ficarem juntos no sítio dos pais dela, em Sorocaba. Disse que desde o momento que fazia a mala deles, uma sensação de que algo daria errado, pesava. Foi na gaveta do seu filho, que encontrou uma camiseta e um shorts que nunca, jamais vira antes. As roupas estavam sujas, eram velhas, encardidas e cheiravam mal. Nunca teve diarista em casa. Como poderiam aquelas roupas estarem ali? Perguntou pro pessoal e ninguém prestou atenção. Ninguém nunca presta. Naquele dia não estava a fim de começar a gritar tão cedo. Mas estavam todos estressados com os preparativos e ela sozinha pra fazer tudo, deixou pra lá! Enfiou as roupas numa sacola de mercado e deixou no chão, do lado da máquina de lavar na área de serviço. Ela, marido, a filha de 18 anos e seu filho de 5, saíram de São Paulo e seguiram pro interior. Durante a viagem, pra chegar no sítio, passam por uma estrada de terra. Seu filho de 5 anos disse algo que naquele momento não fez sentido algum: - Nem acredito, mãe, que estamos perto da casa do meu melhor amigo que ainda vou conhecer! Eles não deram atenção alguma pro menino. Minutos depois, ouviram um barulho como se tivessem passado por cima de algo na estrada e um dos pneus explodiu. O marido dela controlou o volante e estacionaram. Ele desceu e confirmou que o pneu tinha estourado. Ela pegou o celular pra avisar seus pais sobre o acontecido e que por isso atrasariam. Notou que não tinha sinal de rede em nenhum dos celulares. Não tinha no dela, não tinha no do marido, nem no da filha! Marido trocava o pneu e xingava porque ele nem queria ficar com a família dela! Nisso ela se virou pra trás porque percebeu que o menino estava acenando pro nada todo feliz! Sua filha começou a implicar com o irmão e disse: - Olha mãe, moleque doido! Começou já com as graças. Nisso o menino responde: - É o meu amigo! O amigo que vou conhecer. Olha mãe! Olhaaaa lá! Ela estava cansada, com fome, vontade de fazer xixi, sede e aquilo deixou ela mais puta ainda e nem se deu ao trabalho de responder os filhos. Pneu trocado, seguiram viagem na força do ódio. Uns quilômetros a frente, passaram por um posto de conveniência. Nunca vira esse posto antes. Não era a primeira vez que fazia aquele caminho. O sítio era da família desde que os avós dela casaram. Sua mãe nasceu ali. Ela foi criada ali e fez aquele caminho milhares de vezes desde bebê! Era um posto velho. Tão depredado que parecia estar desativado. Desativado se não fossem uns carros antigos também caindo aos pedaços estacionados em frente. Quem coleciona carro caindo aos pedaços?!?!? Comentou com o marido: - Meu amor, e esse posto que nunca vi na vida! Você viu?! O marido já exausto, responde: - Não prestei atenção! Mas se não viu antes é porque você é cega. Nem olha com essa cara porque você responde pra mim desse jeitinho sempre! Ela respirou fundo pra não começar uma briga ali... faltava tão pouco...perguntaria pro pai dela quando chegasse lá! E foi a primeira coisa que perguntou pro pai depois de abraçá-lo. O pai dela achou engraçado e respondeu que depois di galpão da firma tinha mais nada até chegar no sítio não. Tinha sim! Tinha porque ela viu! Mas também resolveu deixar pra lá esse assunto. A primeira semana foi uma maravilha! No final de semana seguinte, a irmã dela chegou com a família. A avó cozinha umas delícias. Os homens faziam churrasco e tomavam cerveja à vontade. O marido que não queria vir era o que mais aproveitada! A criançada brincava, pulava na piscina, corria livre, dormia e acordava tarde. Mas ela notava o filho dela meio aéreo, mais calado e não estava interagindo com os primos. Algumas vezes teve a impressão de ouvi-lo conversando/ cochichando com alguém mas quando se aproximava, ele se calava. Num sábado, resolveram fazer lasanha, mas faltava queijo, presunto, carne moída pro molho e extrato de tomate. Alguém teria que ir no mercado e pela primeira vez na vida, a filha dela se dispôs a buscar. A menina era habilitada há meses, dirigia por São Paulo, ia e voltava pra faculdade sozinha com o carro da minha cliente. E que perigo teria naquela estrada de terra, pouco ou nenhum movimento e ela iria até o supermercado mais próximo. O filho dela e os sobrinhos quiseram ir também e providenciaram suas máscaras e correram pro carro. Entregou uma nota de 100 reais pra sua filha fazer as compras. Ela me contou chorando que sua consciência pesa por ter pensado e falado pra irmã: - Graças a Deus, pelo menos por uma hora, teremos paz sem essas crianças gritando e correndo! A gente merece um pouco de silêncio sem filho gritando por mãe. A irmã dela riu e concordou.
Segundo ela, olhou no relógio na parede da cozinha, e faltava uns minutos pro meio dia.
O desespero estava pra começar!
Tinha passado uma hora desde a ida e nada dos sobrinhos e dos filhos voltarem. Resolveu ligar pro celular da filha e caia direto na caixa postal! Ligou dezenas de outras vezes e nada. Gritou o marido que estava na churrasqueira. Ele, o cunhado e o pai dela estavam bebendo desde às 8 da manhã. Quando ela relatou sua preocupação, eles não levaram a sério. Segundo os homens, as crianças logo estariam de volta...e foram beber mais. O coração dela apertou e lembrou do posto que vira na estrada, do filho acenando pro nada... não fazia sentindo, mas só pensava nisso. Tentou ligar mais vezes e como nada de atenderem, ela e a irmã pegaram outro carro e foram atrás dos filhos. De longe viram o carro que a filha dirigia encostado na estrada. Ela sentiu alívio por alguns segundos porque quando se aproximaram, o carro estava vazio. A irmã dela até aquele minuto parecia estar muito preocupada não. Porém, desceu do carro chorando. O carro estava parado sentido cidade ou seja, eles nem chegaram ao supermercado. Não tinha sinal deles! Sumiram! O celular não tinha rede, sem serviço e não tinha como pedir socorro ou ligar pra família. As pernas dela tremeram e caiu ajoelhada na terra rezando, pedindo a Deus por ajuda. Nessa hora, ela só lembrava que tinha sido ali que vira o posto de conveniência. Meio ao choro e grito contou pra irmã que vira o tal posto no caminho pro sítio. A irmã dela sem entender já gritou que nunca teve posto ali merda nenhuma. Minha cliente resolveu que iria encontrar o posto porque tinha merda de posto sim! O carro era da irmã dela que respondeu no gritou que não sairia de perto do carro, caso os filhos voltassem. Alguém tinha que avisar a família que estacavam em casa sem saber de nada! Entre gritos e mais choro, resolveram que a irmã voltaria pra avisar os outros e do sítio, ligaria pra polícia. Minha cliente esperaria no carro. Lógico que não conseguiu esperar e decidiu que procuraria por eles. Saiu com o carro que a filha dirigia. Dirigiu até o galpão da firma que tinha na estrada! Nada do posto. Fez o retorno, foi até o lugar que encontraram o carro abandonado e nada. Ela me contou soluçando que não era possível aquilo estar acontecendo. Desespero tinha atingido nível máximo! A irmã não voltava e a hora estava passando... e se ficasse noite?!?!? O que teria acontecido? Assalto? Sequestro? Nesse desespero fez o trecho até a firma, ida e volta, umas 5 vezes até cruzar com o carro da irmã. Vieram o marido, seu pai, cunhado e irmã. A avó ficou em casa, caso a polícia ou as crianças ligassem. Os homens bebados, ela e irmã histéricas! Ninguém se entendia. Depois de muita discussão quando tinham chegado à conclusão que o melhor era ir até a delegacia fazer um boletim, chega uma viatura com dois policiais. Ela tomou a frente e contou o ocorrido. Falou sobre ter visto por ali um posto de conveniência. Nessa hora os dois policiais se entreolharam. O marido dela emendou que ela era doida e que outra vez estava falando desse maldito posto. Um dos policiais, muito calmo contou que apesar de não existir nenhum posto naquele trecho, não era a primeira pessoa a relatar ter visto um. Sem contar muitos detalhes, falou que também não era a primeira, nem segunda vez que pessoas se perdiam e desapareciam naquela estrada! Os polícias pediram para que todos seguissem até a delegacia. Minha cliente e o marido, foram no carro encontrado na estrada e os outros, no carro da irmã. Na delegacia, um boletim de ocorrência foi feito. Mas todos os policiais ao ouvirem o relato, se entreolhavam de modo muito estranho. Só minha cliente notou. A polícia deveria esperar 24 horas após o desaparecimento pra iniciar as buscas! Um daqueles dois policiais que atenderam a ocorrência na estrada, disse baixinho pra minha cliente ficar calma que as crianças apareceriam. Porque todos tinham voltado de lá! Ainda na delegacia, ligavam de minuto a minuto pro sítio com esperança de receber boas notícias. Saíram da delegacia, por volta das 23 horas, ligaram mais uma vez pro sítio no caminho de volta. Nada! Ela e o marido não trocaram uma palavra...ambos choravam! Porém, ao estacionar o carro, ouviram as vozes das crianças e da avó. Ela sentiu um alívio e entrou na casa, agradecendo a Deus. Quando correu pra abraçar os filhos, paralisou. Impossível! Era impossível seu filho estar vestindo o shorts e a camiseta que ela tinha tirado da gaveta e deixado dentro de uma sacola deixada no chão da lavanderia, na sua casa em São Paulo! NÃO ERA POSSÍVEL!
Relato das crianças e da filha:
A filha contou que enquanto dirigia pro supermercado, viu o posto de conveniência, seu irmão, o filho da minha cliente de 5 anos, ao ver o tal lugar pediu pra parar ali! Ele pediu tanto, apelou usando “ por favorzinho” que convenceu a irmã a parar pra comprar tudo ali mesmo. O estacionamento da tal conveniência estava lotado de carros antigos. Seria melhor deixar o carro na estrada. Pensou que fosse um desses encontros de colecionadores de carros antigos. Nunca tinha visto nenhum daqueles modelos antes! A menina ainda relatou ter pensado em como alguém compraria ou colecionaria “uns trem” tão mal cuidado, caindo aos pedaços?!?!?!?!? Mas que só poderia ser coisa de”véi” mesmo. Entraram todos no estabelecimento e “bizarro” foi o termo usado ( pela filha dela) pra descrever o local e as pessoas! -Era um povo feio, tudo com pele amarela de doente, dentes podres, os homens e as sobrancelhas grossas e unidas... inclusive a de todas as mulheres! Até as crianças eram horrorosas... Crianças tinha fisionomia de velhas e sofridas! O lugar fedia! Fedia podre! Uma barulheira, todo mundo berrando, tocava uma música que ela não conseguia explicar. Era um ruído que estava grudado na cabeça dela. A música era um xiado fino, alto que dava a impressão de estar tocando dentro do corpo dela. A música machucava o seu pensamento. Era uma penumbra... uma luz que não iluminava e era difícil enxergar as coisas... ela tinha que forçar os olhos, piscar algumas vezes até distinguir os objetos ao redor. Objetos que nunca vira! Não dava pra imaginar a utilidade deles! Eram muitos corredores e prateleiras cheias de comida e coisas sem sentido! Enquanto se concentrava pra lembrar tudo que precisava comprar pra lasanha, a música dentro dela apagava as palavras. Ela fechou os olhos e forçou a memória... Talvez a força do seu pensar fez a música parar. Fez as pessoas pararam de gritar! Sentiu as maozinhas dos seus primos agarrarem sua mão e sua roupa. Ela sabia que estava chorando. Disse: - Mãeeeeee, fiquei com medo de abrir os olhos porque eu senti o peso daquele povo bizarro encarando a gente. Só abri porque ouvi um deles( referindo a um dos primos) dizer meu nome! Quando abri os olhos, meu irmão tinha desaparecido. Ele tinha sumidoooooo!!! Mãeeeeee, ele sumiu e não foi culpa minha... foi um segundo! As luzes começaram a piscar. Era uma luz sem cor, parecia que estávamos dentro de uma das fotografias daqueles binóculos da vovó! E as pessoas apontavam o dedo na nossa direção, gritando...eles gritavam sem mexer a boca: INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI! Eu olhei pra uma senhora que estava bem próxima de nós e pedi ajuda. Contei que precisava comprar o que a mae nos pedira ... perguntei se ela tinha visto pra onde fora meu irmão. Mostrei o dinheiro! Ela riu!Quando ela abriu a boca sem nenhum dente, senti um bafo tão podre que o vômito quase saiu! Os primos estavam chorando, tremendo agarrados em mim! Comecei a chamar ele ( irmão/filho 5 anos)... e os bizarros, outra vez começaram : INTRUSOS, SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! SAIAM DAQUI! VOCÊS NÃO PODEM FICAR AQUI, SAIAM DAQUI!
Eu não conseguia me mexer. Não dava pra andar!
E a música entrou em mim outra vez, mais alta e barulhenta! Minha cabeça doía e achei que desmaiaria. Nunca desmaiei... nas sabia que estava pra cair dura no chão! De repente, mas um de repente que pareceu horas, meu irmão aparece de mãos dadas com um bizarro tamanho criança. Ele veio dizendo que era o amigo que ele disse que conheceria aquele dia no carro no futuro. O bizarro chegou perto da gente dizendo que também me conhecia! Que já tinha falado que ( o filho de 5 anos) deveria fazer comigo o que (ele, bizarro!) tinha feito com a irmã dele! Eu puxei ele( apontou pro irmão) pra perto da gente! Mãe, ele não queria vir com a gente! Disse que ficaria com o amigo lá. Aí eu fiquei louca, fui arrastando todo mundo pra fora! O bizarro amigo dele, disse pra eu não falar alto porque “O ALGUEM”poderia acordar e pegar a gente pra ele! Eu mirei o rumo da porta, comecei a correr, as crianças também e o bizarro atrás da gente. Tinha escurecido. Era noite! Tinha neblina, um frio que esfriou meus ossos. Daí a gente correu muito! A gente corria e não chegava nunca até a estrada! Mas quando conseguimos, eu olhei, eu pisquei pra ver melhor e o carro tinha sumido. Sumidooooooo! O carro não estava mais lá! Sentamos no meio fio, meu irmão chorando porque queria voltar pra ficar com o amigo, os primos pedindo pela tia! Eles tremiam e batiam os dentes de frio! Entrei em pânico,porque como eu explicaria que perdi o carro, não comprei as coisas! Foi aí, que vi você mamãe, passar na nossa frente dirigindo nosso carro. Gritamos, corremos atrás de você, acenamos e você não olhou! Você não ouviu a gente gritar! Maeeeeee, você foi e voltou, foi e voltou, foi e voltou! Depois passou a tia em outro carro com o pai,o vovô e o tio! Mãe e tia, vocês nos ignoraram na beira da estrada. E aquela peste do moleque bizarro, de longe morrendo de rir da gente e gritando BEM FEITOOOOO! Como se não bastasse tudo isso, começou a ventar forte e a tempestade começou a cair. Ficou mais frio e a gente não conseguia respirar de tanta água que caia. A solução foi vir a pé, estrada escura, com chuva...Andamos até aqui!
OS SOBRINHOS:
-A gente ficou com muito medo! - Eu fiquei com tanto, tanto medo que fiz xixi na calça. -Eram monstros! - Eles queriam comer a gente! -Você não viu?!?!? Eles iriam picar a gente pra vender como carne moída! -Sera?!? E choraram muito. Ainda não conseguem dormir sozinhos em seus quartos. A luz tem que ficar acesa! Quando dormem, têm pesadelos e acordam aos berros!
O FILHO DE 5 ANOS:
-Mãe, foi legal. Sabia que meu amigo morava ali? Eu disse! Ele me visitava as vezes nos sonhos. Mesmo quando eu sonhava acordado e de dia! Hoje, a gente brincou de esconde-esconde e pega-pega!Fui na casa dele e comi comida lá! Sujei minha roupa de sangue e a mãe dele me emprestou essa. Essa roupa é do meu amiguinho! Ela falou que vai lavar a minha e depois trazer aqui pra você! Me convidaram pra ir lá outras vezes, passar as férias. Falei que pediria pra mamãe e pro meu papai! Foi super legal e meu amigo disse que já tinha me visto lá no futuro muitas vezes e que morarei com eles pra sempre! Pra sempre é muito tempo? Posso, mamãe? Deixa, por favorzinho?Por favorzinho? Eu convidei ele pra vir aqui amanhã brincar comigo, tá? Se você falar com a mãe dele, ela poderia deixar ele dormir aqui, né?!?!? Deixa, por favorzinho... diz que sim, mamãe!
Voltaram TODOS PRAS SUAS CASAS EM SÃO PAULO no dia seguinte, assim que o dia clareou. Os pais dela colocaram o sítio à venda e moram com ela, por enquanto. Minha cliente acredita que existe um lugar além. Ela tem certeza absoluta e provas disso! Está apavorada. Seu filho fala, brinca, canta, dá gargalhadas e afirma que o amigo está ao lado dele! Assim que entrou na sua casa em SP, correu até a lavanderia. Ela encontrou as roupas que seu filho usava no dia do sumiço. Estavam dentro da sacola, ao lado da máquina de lavar!
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2020.10.07 11:31 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.07 07:18 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Estou escrevendo isso de madrugada porque nem consigo dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas e não sei se alguém vai ler.
Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.
Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantinhas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir aqui em casa para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.
Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu. Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos. Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar. Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.
Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.
Minha avó sempre foi extremamente persistente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.
Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.
Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.
Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.
Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.
Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.
Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.
E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.
De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.09.24 21:55 Vedovati_Pisos Cores para academia de musculação: guia completo para você não errar na escolha

Cada cor desperta sensações diferentes, por isso, são utilizadas para completar a experiência de compra ou utilização de serviços nos mais diversos estabelecimentos. No mercado fitness, isso não é diferente: a escolha das cores para academia de musculação devem ser feita principalmente com o objetivo de motivar os alunos a praticarem o treino e se sentirem confortáveis no ambiente.
Na lista abaixo, você aprende a utilizar cada cor estrategicamente para escolher aquela que mais atenda às necessidades do seu negócio. Lembre-se de que elas devem ser aliadas à decoração, pisos, iluminação e música para obter a composição sensorial desejada.

Cores quentes em academia

As cores quentes tendem a tornar o ambiente mais estimulante, alegre, despertando a sensação de movimento e dinamismo. Essas tonalidades causam efeito visual de aproximação, o que dá a impressão de ambiente menor.

Vermelho

Boa opção para aplicar em um ambiente que aspire agitação, não é à toa que está entre as cores para academia mais recomendadas. Mas seu excesso pode causar irritação em algumas pessoas e, dessa forma, deve ser utilizada com cuidado, evitando-a como protagonista da decoração.

Amarelo

Energizante, alegre e estimulante, ótima cor para academias por oferecer ambiente de treino aconchegante.

Laranja
Cor estratégica no mercado fitness, reforça a ideia de movimento. Aposte nessa tonalidade principalmente em locais da academia destinados às atividades físicas que necessitem maior disposição.

Cores frias em academia

As cores frias acalmam e relaxam. Apesar disso, são muito bem-vindas em academias, principalmente para a prática de atividades que demandem mais concentração, como yoga e pilates, por exemplo. Ao contrário das cores quentes, a aplicação dessas tonalidades dá a impressão de locais maiores, o que é excelente para estabelecimentos menores.

Azul

Cor pacífica, calmante e serena, pode ser utilizada na área de descanso da academia. Mas é importante se lembrar que os tons mais escuros de azul remetem à tristeza. Portanto, aposte em opções mais claras.

Verde

Essa é a cor do conforto, descontração e união. Pode ser aplicada em salas de yoga, áreas de descanso e interação. Sua aplicação não é indicada para ambientes em que são praticados treinos mais pesados.

Roxo

Desperta sensação de repouso, por isso é uma cor que deve ser usada com cautela em academias. Por isso, não é bem-vinda em ambientes destinados a atividades físicas mais intensas, mas está liberada na área de pilates e outras modalidades mais tranquilas.

Cores neutras para academia

Cores neutras, como preto, cinza, branco e marrom, devem predominar em ambientes comerciais porque remetem à calmaria. É o caso da recepção, em que a presença de muitas cores pode confundir os clientes.

Como escolher o melhor piso?

Como dissemos no início deste artigo, não são somente as paredes que devem receber as cores desejadas para complementar a estratégia visual de sua academia. A escolha das cores dos pisos também ajuda a compor o ambiente e até a ressaltar e valorizar os equipamentos.
Ao contrário do que muitos pensam, existem pisos específicos para diferentes modalidades da academia e disponíveis em ampla cartela de cores. A Vedovati Pisos oferece essas opções. Se você ainda não conhece os pisos vinílicos em tons amadeirados e os pisos de borracha ou pisos emborrachados para área de peso livre e ou crossfit, entre em contato conosco para avaliarmos suas necessidades e indicarmos o modelo mais apropriado ao seu projeto visual.
Se você ainda não sabe qual o melhor piso para sua academia, entre em contato conosco para avaliarmos suas necessidades e indicarmos o modelo mais adequado. Para deixar seu estabelecimento mais completo e receber seus alunos com mais conforto e segurança, aproveite para conhecer nossos pisos para banheiro e vestiário de academia.

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/aplicacao-de-cores-em-academias/
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2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
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2020.08.23 00:19 johnmarston1997 A Odisséia da minha vida sexual (até agora)

Não tenho um motivo pra claro pra escrever este desabafo, além de querer que outras pessoas aprendam com meus erros, e talvez não se sintam tão ruins sabendo que os problemas que elas enfrentam, muitas outras enfrentam também.
Pra começar, desde criança, sempre ouvi que eu era bonito. Tenho olhos azuis, cabelo liso, mas essa bajulação acabou me fazendo mal como vou mostrar mais adiante.
Passei o ensino médio inteiro sem pegar ninguém. Naquela época tinha acabado de virar metaleiro e meu cabelo tava quase na cintura, além do mais não fazia ideia de como chegar em alguém. Teve uma vez que eu cheguei a falar pra uma menina olho no olho que eu gostava dela, sendo que nós nem éramos tão próximos, só que obviamente ela disse não (afinal, o que mais ela poderia ter feito diante de uma abordagem tosca dessa ?).
Enfim, dae fui pra faculdade ainda bv, com 18 anos. Fui fazer o curso de engenharia eletrônica numa federal e até aquele momento as pessoas diziam "é assim mesmo, as coisas vão mudar quando você entrar na faculdade". E de fato, esse pensamento cômodo de que" você é bonito, não precisa se preocupar" me atrasou muito. Nada cai do céu, jovens, nunca se esqueçam disso. Enfim, fui pra algumas calouradas com alguns amigos, e finalmente perdi o bv. Uma menina simplesmente me agarrou e começou a me beijar. Não era nenhuma modelo, mas pra quem tava começando ja tava ótimo. Porém, eu, tabacudo como eu era, não peguei o número dela, e ficou por isso mesmo.
Porém, logo o logo o curso começou a apertar de verdade, e eu não tinha tempo pra mais nada além de estudar. Então passei dois anos sem dar um beijo sequer, sem marcar um encontro, nada.sem falar que ainda era virgem. Meu pai àquela altura já estava começando a achar que eu era gay, então me deu dinheiro e disse pra eu ir contratar uma prostituta. Fiz isso, e apesar de ter perdido a virgindade, o negocio foi uma merda. Nem fez tanta diferença assim no final das contas. O sexo foi completamente desajeitado. Até que com 21 anos, uma menina praticamente caiu do céu no meu colo. Tava no restaurante universitário, tinha acabado de sentar com o meu jantar e a menina da minha frente simplesmente falou comigo dizendo que queria me pegar kkkkk além do mais era razoavelmente bonita, então dessa vez aprendi com os meus erros e peguei o numero dela. Marcamos de jantar e depois consegui convencer ela a ir num motel e finalmente perdi REALMENTE a virgindade com 21 fucking anos.
A partir daí, meu objetivo passou a ser conquistar garotas sem depender da sorte de uma delas simplesmente cair do céu no meu colo. Comecei a usar o tinder pesadamente, e descolei várias transas assim, porém logo percebi que a desvantagem do tinder é que as garotas mais atraentes não o usam, pois não precisam. Dessa forma, você fica restrito às garotas feias ou medianas.
A princípio, isso pra mim não era problema. Tava na minha fase de urubu, pegava qualquer uma que me desse mole.Pegava até mulheres de 40 anos. Só o sexo era importante pra mim nessa época . Mas logo logo fui enjoando. Fui querendo ter algo a mais, comecei a desejar algo que até então nunca tinha tido: um relacionamento. Até agora todos os relacionamentos que eu tinha eram casuais, visando apenas o sexo. Não tinha vontade de namorar nenhuma das mulheres com as quais eu transava.
E assim, percebi que tinha que mudar minha estratégia. Comecei a perceber que pqra arranjar alguém que eu realmente gostasse, precisaria aprender a conquistar alguém ao vivo e a cores, e não por um aplicativo. Isso era algo que eu não sabia fazer( e eu ja tinha 23 anos), mas tinha que aprender urgentemente. Vi todos os vídeos de YouTube possíveis sobre o assunto, e começei a abordar mulheres em baladas e festas, a princípio sem muito sucesso.
As coisas realmente mudaram no Carnaval deste ano. Fui com alguns amigos meus e consegui aprender algumas coisas sobre abordagens. Ao longo do Carnaval, devo ter beijado umas 12 meninas ao todo, sendo que 2 delas resolvi pegar o contato pra depois. A partir de então, finalmente consegui sentir um pouco de confiança em mim mesmo em relação às minhas habilidades Porém, logo, logo, veio a pandemia, e desde março não tenho um encontro, um beijo, nada. E provavelmente vai ser assim pro resto do ano.
Enfim, quis fazer isso pra mostrar que se relacionar não é algo fácil pra muita gente. Pra mim certamente não foi. A sensação que eu tenho é que eu tive que aprender coisas que a maioria das pessoas já naturalmente sabem. Até os 22 anos, não fazia ideia de como pegar alguem. Hoje,não sou nenhum Casanova mas pelo menos tenho uma ideia melhor do que eu devo, ou não devo fazer. Mas no final das contas ainda não arranjei uma namorada depois de tudo isso hahahahahah
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2020.08.01 08:09 7asessao Precisamos Falar sobre o Kevin

Precisamos Falar sobre o Kevin

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Na primeira cena visualizamos o passado da protagonista na Tomatina, uma festa cultural espanhola, onde a tradição envolve uma guerra de tomates. A constar do festival, é evidente o contraste das cores nas cenas do filme, a qual a vermelha é presente constantemente. Então, já começamos a elaborar algum significado. O filme por ser um pouco mais parado, me gerou um pouco de medo da monotonia, todavia, as construções das emoções e dos pensamentos dos personagens são bem desenvolvidas a partir do silêncio e uma compreensão cresce em torno do contexto familiar de Kevin.
De acordo com a teoria psicanalítica do desenvolvimento, a infância se passa por estágios psicossexuais, das quais são utilizadas zonas erógenas para o autoerotismo, causando satisfação, bem-estar e as primeiras relações com o mundo com experiências de vínculos afetivos. A primeira fase, relacionada a fase oral, inicia-se do nascimento ao segundo ano de vida, onde a criança tem como principal satisfação o estímulo da via oral, como é no exemplo do filme Precisamos Conversar sobre Kevin, que traz a cena do menino brincando com um metalofone, e enquanto a sua mãe pede para o mesmo repetir as palavras ditas, Kevin se nega e coloca os baquetas do instrumento na boca de forma exploratória. A fase oral não fala exclusivamente da zona erógena em si, mas sobre a relação com o objeto. Dessa forma, fala-se sobre sobrevivência com a busca do alimento, mas também sobre o prazer, incorporações, construção de relações e o desenvolvimento do próprio ego, já que a criança inicia uma percepção de separação entre ele mesmo e a mãe.

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Dos dois aos quatro anos de idade, a zona erógena se desloca para o ânus, o qual coincide com as aprendizagens sobre higiene íntima e a autonomia sobre a retenção e a liberação das fezes e da urina. A satisfação passa a ser relacionada com o que o bebê consegue produzir e controlar. Porém, os pais demonstram entusiasmo e ao mesmo tempo nojo, problematizando a fase anal com repreensões relacionadas ao horário, ambiente e constrangimentos, gerando confusão na criança, a qual pode interpretar o seu ato como positivo ou negativo. Futuramente, a fase anal acaba possuindo uma relação com o controle, o dar e receber e gera uma personalidade passiva ou ativa. Em alguns momentos do filme, deixa-se nítido Kevin defecando na fralda e chamando os pais para limpá-lo, até que, pela alegria dos pais, Kevin consegue utilizar o banheiro de forma independente. Além disso, a mãe, que está projetando o seu escritório com mapas colados por toda a parede, se faz muito satisfeita com o seu ambiente e expressa o seu desejo de torná-lo especial de acordo com a sua personalidade. No instante em que Eva, interpretada por Tilda Swinton, volta para o quarto com a sensação de que o filho está aprontando alguma coisa, olha enraivecida para o cômodo sujo de tinta vermelha da parede ao chão, borrifado com a arma de brinquedo do filho, a quem se desculpa e justifica o seu ato com o argumento de que gostaria de deixá-lo mais especial. Ou seja, tem a ver com a capacidade de produção da criança como um presente de agrado para a mãe.
O Complexo de Édipo ocorre entre o ponto culminante e o declínio da fase fálica por volta dos quatro anos, tem as genitais como zona erógena e é caracterizada pela masturbação infantil – sem o instinto reprodutor – com carícias, exibições, apalpações e curiosidades sobre os órgãos genitais. É um início da descoberta e interesse das diferenças anatômicas entre os sexos, sobre a própria origem no mundo por meio de jogos e perguntas, iniciando uma construção conceptiva sobre a sexualidade. É na fase que a criança quer tocar no próprio corpo e querer ver a genitália do colega. Rock Duer, ator que interpreta Kevin nessa idade, tem um diálogo breve com a mãe sobre sexo, onde a mãe tenta explicar, por meio de teorias fantasiosas, como os bebês nascem e ele retruca agressivamente para desmenti-la e se mostrar conhecedor do assunto.
Após os estágios iniciais, a energia sexual e agressiva é redirecionada para o aumento do interesse pela aprendizagem, atividades e objetos socialmente aceitos, o que torna o investimento sexual disfarçado por esportes, brincadeiras, jogos e geração de novas amizades para reduzir a tensão por meio do mecanismo de defesa da sublimação. Como na fase de latência há uma socialização secundária, o superego age como limite das relações interpessoais e a construção da moral é iniciada. Apesar de Kevin não se interessar por fazer novos amigos e repudia a ideia de ter uma irmã, ele foca em jogos de vídeo game com o pai e expressa intensa alegria ao ser presenteado com um arco e flecha, o qual passa a ser o seu maior entretenimento.
Segundo a psicanálise, o último estágio do desenvolvimento sexual se inicia na puberdade com a fase genital. Enquanto há mudanças biológicas, o autoerotismo é redirecionado para o altruísmo quando o objeto de desejo deixa de ser o próprio corpo e passa a ser um externo para a busca da função reprodutiva. Toda via, as mudanças psicológicas também ocorrem, pois, a fase genital corresponde às relações interpessoais. O filme mostra um intervalo breve de quando, ao abrir a porta do banheiro, Eva flagra Kevin se masturbando, o que causa um constrangimento para a mãe, mas o filho prossegue o ato de forma provocatória.
Primeiramente, o Complexo de Édipo é um padrão universal, que acontece na fase fálica, como já foi mencionado anteriormente, onde também ocorre o fenômeno da castração. O desejo inconsciente da criança pela mãe e da rivalidade com o pai, por ser o seu objeto de desejo e o seu impedimento de acesso ao objeto, respectivamente, é inspirado por meio simbólico de uma lenda grega, por isso o nome. Ele percebe que a mãe tem desejos além dele próprio e começa um processo de identificação com o pai, escolhendo-o como modelo comportamental como reação à castração para ligar-se novamente a mesma e ser reconhecido. A partir desse processo, regras sociais, normas e leis são impostas pelo pai e internalizadas pela criança e um desenvolvimento de separação entre a criança e a mãe é manifestada pela função paterna para construir a estrutura da personalidade de acordo com a forma que a castração foi recebida. Não necessariamente a função materna é a mãe, assim como, a função paterna, o pai. Ambos são representados pelas funções, relações e como são construídas. A função materna normalmente é escolha da criança e é caracterizada pelos cuidados afetivos e atividades, como levar à escola, dar banho e alimentar. Já a função paterna tem a função de frustrar a criança para torná-la capaz de perceber-se como ser individual e separável da mãe.
As diferenças biológicas entre os sexos são percebidas como a presença ou a ausência do pênis, e de forma metafórica e inconsciente, amedronta o menino de perder o mesmo, enquanto a menina tem inveja do órgão genital masculino. Isso significa que o falo é uma representação psíquica relacionada ao poder, onde numa sociedade patriarcal, os homens são enaltecidos e as mulheres lutam por um reconhecimento existencial e buscam o seu lugar de poder.

Momento vitorioso de Kevin nas cenas finais.
A resolubilidade da obra cinematográfica, pelo ponto de vista do Complexo de Édipo, se dá pelas relações interpessoais de Kevin com a sua família. Desde o descobrimento da gravidez, Eva evidencia a quase todo o momento a sua infelicidade de gerar um filho e isso é levado ao telespectador uma interpretação de repúdio de Kevin pela mãe e de afeto pelo pai. Com o desenrolar, observa-se, que na verdade, Eva é o objeto de desejo da criança, a qual utiliza atitudes agressivas e provocatórias para chamar a atenção da mesma.
Quando Eva quebra o braço de Kevin acidentalmente, ambos voltam para casa do hospital com o braço do filho enfaixado e Kevin reage acobertando-a para a médica e para o pai. Em outro momento, Kevin fica doente se mostrando mais compassível ao afeto da mãe, enquanto ela lê um livro para ele, e quando o pai entra no quarto, é a primeira vez em que ele o rejeita pedindo para ele se retirar do cômodo. Na última cena, Kevin está preso e se mostra desesperado com o fato de que vai para o presídio para maiores penais. São momentos, nas quais Kevin se encontra vulnerável, e da para perceber com mais nitidez as suas verdadeiras afeições, principalmente na cena em que ele está estático no meio da rua, observando um cartaz da mãe.
Então, esclarece-se a sua relação com o pai, da qual é superficial e encenado como competição e garantia do afeto maternal. Porém, o pai não possui a função paterna, pois o mesmo encontra-se sempre ausente e passivo em todos os conflitos. Dessa forma, a função paterna é voltada para o descobrimento de uma nova gravidez, gerando uma irmã para Kevin, a personagem chamada Celia; o trabalho de Eva, na qual se debruça dedicadamente e os seus desejos relacionados às viagens internacionais. Basicamente, não há uma solução dos desdobramentos, já que a castração não acontece. Kevin nega e reage à castração a todo momento, incapaz de se ver inseparável da mãe, além de não redirecionar o seu desejo sexual para outras relações amorosas ou interesse em fazer novas amizades, gerando uma estrutura de personalidade perversa com características manipuladoras, sem envolvimentos emocionais e descumpridora das regras sociais sem culpa ou medo.
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2020.06.09 01:06 NetAlarmes Sistemas de Segurança eletrônica: 4 dicas para proteger seu imóvel

1- Porteiro Eletrônico

Conhecidos popularmente como interfone, os porteiros eletrônicos são uma alternativa acessível e básica para aqueles que procuram uma segurança eletrônica com melhor custo-benefício e fácil de ser instalada.
Eles funcionam através de um telefone, e possibilitam o atendimento de pessoas do lado de fora da casa sem a necessidade de abrir o portão, garantindo uma maior proteção contra visitantes suspeitos ou desconhecidos.
Sua instalação faz com que os portões sejam abertos através de uma trava eletrônica, trava eletromagnética, que abre com um botão, botoeira, dentro da casa, junto do telefone que serve para a comunicação instantânea com o lado de fora.
O porteiro eletrônico é usado majoritariamente pelos prédios residenciais, mas imóveis particulares também adotaram esse dispositivo. Eles são uma boa dica para quem quer uma segurança a mais, além de trazerem praticidade para os moradores.
Atualmente, muitos porteiros eletrônicos contam, inclusive, com câmeras de segurança e pequenos monitores dentro da casa, permitindo identificar o visitante sem, sequer, atender o interfone. É uma tecnologia a mais que traz maior proteção em um equipamento simples e acessível.

2- Câmeras de Segurança

Outro equipamento bastante conhecido são as câmeras de monitoramento, conhecidas como câmeras de segurança.
Elas também passaram a ser instaladas em propriedades residenciais como alternativa para uma maior proteção através de um dispositivo de segurança eletrônica.
As câmeras de monitoramento também são acessíveis, contando com kit de Câmeras de Segurança relativamente simples de serem instalados, e também com baixo valor de investimento inicial, garantindo a segurança básica e aumentando a sensação de resguardo.
Os equipamentos são instalados do lado de fora, geralmente próximas aos portões, monitorando a entrada da casa, e algumas contam com ativação automática mediante movimentação suspeita.
As imagens podem ser acompanhadas e armazenadas pelos próprios residentes, sem a necessidade de um técnico especializado para isso, e existem diversos modelos e sistemas, desde o mais básicos até os mais elaborados.
Câmeras de monitoramento são uma boa dica para aqueles que querem segurança eletrônica mesmo quando não estão fiscalizando a residência, podendo contar com um equipamento a mais no futuro para maior resguardo pessoal.
Muitos sistemas também são vinculados a centrais de alarme, que ativam um alerta para a empresa quando há situações suspeitas ou de risco, o que aumenta a segurança da residência e apresenta uma proteção externa a mais.

3- Luzes externas

Outra dica que vale a pena no quesito segurança eletrônica são as luzes externas. Muitas residências localizadas em bairros afastados ou com pouca iluminação podem se tornar alvos fáceis para ladrões ou demais riscos, por exemplo.
Com a instalação de luzes externas, minuterias, há uma inibição maior de potenciais ameaças. Existem diversos modelos para atender todos os tipos de necessidades, desde as mais básicas, até sistemas avançados.
Um dos mais populares são luzes instaladas sobre os portões ou entradas da residência, que ativam com o movimento, assim, elas protegem e também economizam na conta de energia.
Para aqueles que não se importam tanto com esse quesito, existem os modelos específicos para ficarem ligados durante toda a noite, com maior durabilidade. É uma boa opção para a segurança da residência, e, se mesclada a outras alternativas, acrescentam ainda mais cuidado.

4- Centrais de Alarmes

Por fim, uma dica de segurança externa voltada para a área interior da residência são as Centrais de alarme. Além dos que podem vir com as câmeras de monitoramento, existem sistemas interiores, que costumam ser mais elaborados. Empresas do ramo oferecem serviços de proteção e acompanhamento 24 horas.
Ao serem ativados, quando há movimentação suspeita dentro da casa e o alarme não é desligado, tanto a polícia quanto a empresa de monitoramento são ativadas e enviam equipes de apoio para o local.
São sistemas muito recomendados para a proteção do lado de dentro da casa, garantindo a segurança dos residentes durante a noite ou momentos em que não estão no local.
Alarmes internos costumam ser ter um valor de investimento um pouco mais alto que os equipamentos mais procurados, mas, mesmo assim, podem ser uma ótima alternativa no quesito segurança eletrônica.
Mesmo que alguns equipamentos sejam mais básicos, eles podem ser utilizados com outros sistemas, ou mesmo todos, complementando a defesa e preservação da residência.
Cada um desses aparelhos oferece um suporte em determinada área, e atendem a diversas necessidades, mesmo que simples ou mais sofisticados, dependendo da demanda de cada cliente e do nível de segurança procurada pelos residentes.
NetAlarmes
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2020.04.29 18:57 tipologiajunguiana O tipo muda? NÃO, mas você tem transita entre 4 personalidades diferentes

O tipo muda? NÃO, mas você tem transita entre 4 personalidades diferentes
Tem sido muito comum entre os interessados em tipologia junguiana e até mesmo MBTI o seguinte questionamento: o tipo pode mudar?
A resposta é: NÃO. Nossas funções cognitivas preferidas serão desenvolvidas até a nossa adolescência. Mas o questionamento não é infundado se analisarmos de acordo com o modelo das 8 funções cognitivas, criado pelo cientista junguiano Dr. John Beebe - quem acreditamos ter a melhor explicação sobre o assunto na atualidade.
Modelo das 8 funções cognitivas de John Beebe
De acordo com Beebe, todos fazemos uso das 8 funções cognitivas, variando apenas em como elas se manifestam. A função dominante (ele chama de função HERÓI), seria a função com a qual temos mais afinidade, mas também aquela que se manifesta como orgulho. Afinal, heróis são aqueles que sempre salvam o dia e querem ganhar prestígio, certo? Falaremos sobre a atitude das funções em próximos posts.
Pensar nesse modelo explicaria porque muitas pessoas sentem-se introvertidas e extrovertidas ao mesmo tempo, variando de acordo com o momento e local onde se estão. Chamamos isso de transições cognitivas, uma mudança sutil de um lado da nossa personalidade para o outro por meio da ativação de funções cognitivas subconscientes ou inconscientes, o que explica nossa falta de percepção quando isso ocorre.
Transição para os 4 lados da mente do arquétipo ESTP
Se nosso ego (personalidade principal e aquela com que nos sentimentos mais confortáveis) for extrovertido, significa que transitamos para até dois lados introvertidos de acordo com a situação ou momento emq ue vivemos. Usaremos como exemplo o arquétipo ESTP. O ego ESTP tem mais quatro outras personalidade: O inconsciente ISTJ, o subconsciente INFJ e o superego ENFP (conforme imagem).
As transições para o ego têm como caminho a função dominante. ESTPs permanecerão em seu ego enquanto puderem usar livremente a Sensação Extrovertida. Porém, quando sentirem a necessidade, transitarão para os outros lados da mente. A transição pode ser ordeira ou caótica, variando com o nível de maturidade e de acordo com a situação em que se encontram. As transições também são uma maneira do nosso cérebro tentar resolver problemas que nosso EGO não obteve sucesso.
ESTPs transitarão para o subconsciente INFJ caso sintam que Intuição introvertida e Sentimento extrovertido serão ferramentes úteis para resolver alguma questão no momento e passarão a se comportar como INFJs por um curto período de tempo, tendo pleno acesso a Intuição introvertida e Sentimento extrovertido, enxergando seu próprio futuro em longo alcance e podendo colocar-se fora de qualquer outra situação, assim como assumindo um eu mais idealista e com alta responsabilidade social. O subconsciente INFJ se torna um presente de sabedoria. Concluímos que a função inferior serve como porta para o subconsciente.
Já a transição para o inconsciente ISTJ acontece geralmente quando o ESTP sente que sua liberdade de usar a sensação extrovertida foi coibida por alguma razão, geralmente quando enfrenta situações em que não pode agir livremente como trabalhos com estrutura corporativa, escola ou qualquer tipo de organização com regras que o forcem a comportar-se como alguém mais contido. A transição pode também ser ordeira, quando o ESTP desenvolve um senso de disciplina (Sensação introvertida) suficiente para fazer uma boas pesquisas e ter acesso a Pesamento Extrovertido. O inconsciente ISTJ se torna um presente de conhecimento. Concluímos que a função nemesis (ou o vilão, opposing personality) seria a porta para o inconsciente.
Faremos um post no futuro apenas para explicar a transição para o parasita ou SUPEREGO, nosso lado mais odioso assim como a possibilidade de desenvolvê-lo como nosso melhor lado.
Nossas 4 personalidadess
Muitas conclusões podem ser tiradas dessa teoria, como por exemplo: não somos apenas introvertidos ou extrovertidos. Não temos apenas uma personalidade dentro de nós. Nosso propósito vai muito além daquilo que imaginamos. O sistema da dicotomia das letras (E/I S/N....) é bobinho e incompleto para explicar a complexidade da nossa personalidade. Qual a sua conclusão?

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2020.04.22 23:17 bebahia Diário da quarentena de um cara que mora sozinho

Eu gosto de escrever, e queria aproveitar esse momento pra tentar retomar esse hábito que fui perdendo após o término de um fórum que participava. Quero poder ter um registro desse momento que vivemos caso sinta vontade de olhar para trás e lembrar dele no futuro, e como escrever só pra mim nunca me animou, resolvi fazer esse post por aqui pra meia dúzia que se interessar.

Não existe nada de super especial em mim, sou o redditor médio: Homem branco, heterossexual, classe média alta, nerd. Mas moro sozinho, acho que isso torna a minha experiência um pouco menos comum, ainda que não tanto em se tratando da gente, o povo da internet que em geral sonha com isso.

Hoje é dia 22 de abril, tem mais ou menos um mês que entramos numa quarentena à brasileira, que começou com um surpreendente apoio popular, mas já na segunda semana foi perdendo força por conta de todos os problemas que infelizmente conhecemos tão bem. Até uma epidemia gravíssima de escala global se tornou mais uma arena para a nossa guerra cultural, o negacionismo evoluiu de um "é só uma gripezinha" para o extremamente cínico (pois vindo de quem nunca se preocupou com pobre) "as pessoas precisam comer", e agora já se fala em complô comunista. A cloroquina passou de santo graal para remédio esquecido, as subnotificações alcançaram um novo patamar depois que o ex ministro da saúde foi substituído em plena pandemia por seguir as orientações da OMS, e hoje temos diversos governadores falando em reabrir o comércio, e até um shopping sendo reaberto (o que não faz qualquer sentido, abrir shoppings é coisa pra fase 3 ou quatro de uma retomada gradual) um dia depois de termos visto imagens terríveis de Manaus. Coletivamente decidimos que a pandemia já deu o que tinha que dar, e fingimos que ela foi embora por pura força de vontade.

Mas, tirando o fato de termos um país dividido entre loucos homicidas/suicidas mortalmente errados, e tantas pessoas sofrendo e morrendo sem a menor necessidade, e o medo de que isso venha a acontecer com amigos ou familiares, eu até que estou bem. Vou ser sincero com vocês, eu nunca fui um grande fã da normalidade, sentia como se o mundo estivesse numa marcha que eu não era plenamente capaz de acompanhar. Estava sempre sendo cobrado, e me cobrando em relação ao meu tempo, a buscar uma namorada, estar mais com os amigos, sair e, bem, viver a vida.

Acho que todos nós já mandamos essa brincadeira, a que no final a gente estava treinando a vida toda exatamente para essa emergência, aprendendo como ficar em casa numa boa, nos entretendo, sem enlouquecermos. Estamos salvando vidas, somos cidadãos modelos. Antes tarde do que nunca. Esse "treinamento" tem me valido muito, mesmo. Eu posso ficar estressado com algumas notícias sobre política, problemas envolvendo os meus familiares e amigos mais ou menos relacionados com a pandemia, e volta e meia sonho com algum contato humano que o meu corpo anseia. Mas no geral? Estou muito mais tranquilo do que antes, não me sinto mais uma pilha de nervos, aquela ansiedade terrível, a sensação de ser uma farsa em todos os sentidos e que em breve todo o mundo que construí para mim irá desabar. Porque agora todo mundo está, senão dando uma pausa, ao menos tocando os seus barcos muito mais devagar, com uma ênfase no essencial.

Eu teria uma quase certeza de que conseguiria levar essa quarentena, e o mundo que virá depois dela, muito melhor do que a normalidade se não fosse uma sensação que cresce dia a dia que não está relacionada com a minha vida. E foram anos sofrendo com o meu umbigo, aquele sofrimento auto causado que muitos aqui são grandes conhecedores. Sinto isso na minha garganta agora, e fico pensando se é só algum pessimismo irracional, mas não é algo que me cause desespero, e sim melancolia. Acho que o peso dessa pandemia será realmente terrível aqui no Brasil, então deixo isso aqui registrado para poder, quem sabe, reler no futuro e perceber que estava envolvido demais com a pesada carga emocional do presente.
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.04.04 12:04 brewingwally Q&A Interview with the DEVS - DRLUPO (Translated PT-BR)

Hey peeps,
I haven't seen one in English yet but I was aiming to have a translated (summarized) transcript of the interview that happened last night on DrLupo's channel on twitch. My goal was to spread that information to the Brazilian community since I know this is, most likely, going to be huge in Brazil and in the world - to be honest.
For reference, the VOD link: https://www.twitch.tv/videos/582471212?t=06h52m10s
All in all, you will find the transcript below. It is not word for word but I believe it is a good concise version of the interview.

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Galera BR,
Resolvi postar o transcript dessa entrevista com os DEVs que aconteceu no canal do DrLupo ontem à noite. Não é uma tradução de palavra por palavra porém algo mais resumido. Espero que esteja claro e minha tradução foi bem mais resumida mesmo até porque foi uma conversa bem informal. Caso tenha interesse, o link está aí acima.

Terminei tudo por volta das 5 da matina então me desculpem por erros de português. Vou dar uma olhada assim que puder e arrumar os errinhos bobos.

O intuito conforme dito acima é disseminar informação. Tem muita pergunta boa e respostas boas que confirmam muita coisa. Eu to numa hype danada pra esse game e creio que muita gente esteja no mesmo barco. Pronto. Vamos à elas.

1) Quanto tempo eles pretendem ter o closed beta para valorant e no dia 7 de Abril, quantas keys ou accesso serão disponibilizados para players?
Não temos um número exato, porém nós estamos lançando o game no verão. No dia 7 iremos começar a deixar mais jogadores entrarem no closed beta. Não temos um número certo, porém será mais do que o dobro de hoje (25k segundo a internet).
Após o dia 7 de Abril, eles vão continuar liberando acesso dias após para aumentar o número de jogadores na closed beta.
2) Qual é o modelo financeiro sendo que o game é free to play? Como que a RIOT vai fazer $$$?
O plano de monetização vai ser parecido com o que é implementado em League of Legends, basicamente no escopo de comésticos. O plano que eles tem envolve ter um passe de batalha.
* No pay to win* RNG Loot boxes não estarão no game.
3) Quais seus planos para Ranqueadas?
Também chamado de "Ratings", não estará disponível no dia 1 quando o closed beta for lançando. Estará disponível um pouco mais adiante porque eles querem que os jogadores foquem em aprender o game sem a pressão de ranqueadas.
4) Qual é o processo de matchmaking?
Tanto para casuais ou ranqueadas, jogadores poderão criar grupos de até 5 pessoas e procurar partidas da mesma forma.
5) DrLupo - "Então se eu procurar partidas sozinho, terei chances de encontrar partidas contra um grupo fechado de 5 pessoas?" ?
Sim. Porém existem alguns detalhes do processo por trás do panos para melhorar a experiência dos jogadores e ajudar a balancear as partidas.
6) As Ranqueadas são baseadas em algum processo que jogadores já conhecem ou foi algo novo criado do 0?
Um pouco dos dois. Algumas coisas foram tiradas do League of Legends e outras foram adaptadas ou criadas para esse game em específico.
7) Número de Mapas quando for lançado?
4 Mapas.Eles querem focar em menos mapas porém de qualidade. Não querem ter 20 onde os jogadores odeiam 17.
8) Número de agentes?
10 quando o closed beta for lançado. Eles não tem um número certo para o lançamento ainda.
9) Vai rolar open beta?
Dificilmente. Querem explorar apenas o closed beta.
10) Data de lançamento para o game? ou continuamos com o lançamento no verão?
Continuam com a previsão de lançamento no verão mesmo com as circunstâncias negativas do momento.
11) O game tem aim assist?
Não.
12) Vocês tem planos para dar suporte a jogadores com controles?
Existe um suporte básico, porém nada além disso.
13) Planos para consoles?
Estão extremamente focados no PC. Estão prototipando para ver se é possível porém eles não querem lançar algo em outras plataformas onde acham que a estratégia competitiva pode sofrer consequências. Eles vão continuar explorando para ver se é possível no futuro.
14) Planos para MacOS?
Sem planos para MacOs. O foco é só PC.
15) Como que o backend funciona? Network supersampling e o tick do servidor?
(Houve uma explicação de como isso tudo funciona)
Resumo:
- Tick do servidor vai ser 128.
- Se alguém está com problemas de conexão, o servidor deles vai tentar prever aonde esse jogador vai estar sem dar a sensação de que o jogador está desaparecendo na sua tela e reaparecendo em outro lugar.
- Segundo eles, a sincronização entre o game cliente e o servidor vai ser quase idêntico. Isso significa que quando o jogador der um tiro, raramente terão a sensação de que o tiro não foi registrado. Exemplo: você claramente acertou o tiro no boneco, mas nada aconteceu porque o servidor ignorou o registro.
16) Já fizeram testes globais de conexão?
Já fizeram testes em muitas áreas e problemas sempre irão existir. O problemas que já foram detectados, já foram resolvidos. Esperam poder testar mais e mais áreas durante o closed beta para testar se o que construíram está funcionando corretamente.
17) Planos para a expansão de servidores para evitar latência?
Eles querem primeiro entender o porque existe a latência e tentar resolver da melhor forma possível. Sim, expansão está nos planos.
18) Regiões? América Latina? E outras regiões?
O plano sempre foi lançar o game no verão na escala global. Vão continuar a introduzir mais regiões nos próximos meses. No closed beta, eles gostariam de testar mais regiões porém, com com a pandemia do CODIV-19 no planeta, os planos estão sendo adiados porque dependem de seus parceiros para ajudar a montar a infraestrutura.
19) o matchmaking de jogos causais também são baseados em skills?
Sim!
20) ANTI-CHEAT e o sistema chamado Fog of War?
Resumo: Tem um time dedicado para montar um sistema para conter os hackers e o sistema chamado fog of war, basicamente esconde as informações de outros jogadores no seu game cliente até que eles estejam perto o suficiente, impossibilitando ou dificultando bastante o uso de wallhacks por exemplo.
21) Planos para novos agentes, mapas, e armas?
Sim, temos para agentes e mapas. Para armas, não por enquanto a menos que exista alguma oportunidade durante o lançamento.
22) Ainda sobre anti-cheat, qual que é a política de assédio no game? Existe alguma maneira de reportar jogadores? Vocês tem explorado bans por hardware também?
Estão explorando bans por hardware e estão levando super a sério os bans nos hackers para manter a integridade competitiva no game. Assédios serão levados a sério e existe um sistema in-game. O grande foco é impedir que jogadores quebrem ou perturbem o game dos outros.
23) existe alguma opção parar impedir de jogar com o mesmo jogador várias vezes? Existe alguma função para bloquear de jogar com certos jogadores?
Vão explorar mais a frente. Resposta não tão clara. A respeito de game com hackers, assim que for detectado pela RIOT, o game vai parar. O hacker vai sofrer as consequências e a partida não vai contar.
24) Ajuste de FOV?
Todos estarão na mesma escala que vai ser 103. O intuito, de novo, é focar no competitivo e existe uma certa vantagem em poder ajustar o FOV do seu game client.
25) Suporte para Resoluções? Ultra wide? 4:3? 16:10?
Não vai ter suporte para 4:3 esticado ou stretched. 16:9 e 16:10 ta incluso. A razão por não dar suporte a resoluções esticadas são as mesmas usadas no FOV. Para não esticar os pixels na tela e dar uma vantagem a jogadores.
26) Planos para modo de espectador? Ou modo replay?
Sim, eles tem planos para ter um modo espectador quando o game for lançado e querem explorar a funcionalidade de Replay só depois do lançamento.
27) Planos para modo criativo como em Fortnite? Surfing e outros? Vai ter uma lista de servers?
Não existe lista de servers. Tudo vai rodar nos servidores de RIOT. Não existe planos para modo criativo ou etc no momento.
28) Suporte para daltônicos?
Sim, a funcionalidade já está presente.
29) Existe algum suporte para jogadores cegos? Visualização de som?
Estão explorando formas de ajudar jogadores a entender os sons dentro do game. Algumas coisas são bastante visuais.
30) streamer mode? Escondendo seu nome e de outros jogadores?
Estão explorando mas ainda não sabem quando estará pronto.
31) E jogadores que quitaram no meio do jogo? Ou perto do final?
Estão testando algumas funcionalidades já. Por exemplo, quando detectarem um jogador está afk ou outra que se desconectou, como eles vão garantir que o time dessa pessoa que saiu vai conseguir continuar com o game de uma forma sustentável? Para achar a melhor forma, vão precisar de feedback da comunidade.
Pessoas que saírem vão receber uma penalidade.
32) Certamente existe um grupo de crianças que irá tentar derrubar os servidores no dia do lançamento? A RIOT está preparada pra isso?
Sim. Se prepararam da melhor forma possível. Em adição, estão levando consigo a experiência adquirida em 10 anos de League of Legends.
33) Existirá alguma variação entre sensibilidade do mouse em vertical ou horizontal?
Por agora, só existe um ajuste global para ambos. Porém, estão dispostos a viabilizar dependendo da reação da comunidade do game.
34) Base de dados da RIOT. Existirá alguma API pra facilitar o job de alguns sites na coleção de estatísticas e etc?
O time da RIOT está trabalhando duro para fazer isso acontecer. Ainda não tem uma data específica, porém esperam estar pronto durante o lançamento.
35) Quais são os planos da RIOT para a frequência de atualizações do game?
Ainda não tem um plano certo, porém sabem que querem lançar dois tipos de updates: hotfixes e updates de balanceamento. Os planos são para faze-los frequentemente.
36) Planos para mudar a posição das armas no seu agente? Por exemplo, altera a visão para a mão esquerda?
Estão olhando por enquanto. Não foi algo que foi construído desde o início, porém viram que jogadores tinha uma preferência depois de um tempo. Não sabem se estará presente durante o lançamento ainda.
37) Planos para desabilitar quando a arma reflete o movimento do jogador (indo pra cima e pra baixo o tempo todo) ? (Por exemplo: o movimento da cabeça do seu herói no Apex legends)
Vão conversar entre si pra viabilizar a funcionalidade.
38) Quando você está mirando com a sniper, um pontinho vermelho aparece no centro da mira e desaparece quando você se move? Existe alguma maneira de trocar essa funcionalidade entre si? Quando você se move, o pontinho vermelho aparece e quando você para desparece?
Certamente podem dar uma olhada e ver como podem melhorar.
39) Planos para por LORE no game? Muita gente gosta de criar uma conexão com seus agentes e entender suas histórias
Sim. Eventualmente. Querem que os jogadores foquem em aprender o jogo e joguem por enquanto. Também reconhecem que os jogadores gostam de saber mais sobre os agentes, então vão introduzir o lore com o tempo.
40) Outras empresas com Bungie, gostam de por infográficos e roadmaps para suas comunidades a respeito de seus games. A RIOT tem planos parecidos?
Já conversaram entre si a respeito dessa ideia e gostariam de se tornar previsíveis a ponto de poder fazer o mesmo. Ainda não podem prometer algo assim, mas querem chegar no mesmo patamar.
41) Existe planos para por algum website onde jogadores podem chegar o status dos servidores da RIOT?
Estão pensando em soluções para resolver esse problema para jogadores e sabem da importância e querem construir algo que dê essa visibilidade para a comunidade.
42) Existe suporte para jogos em LAN?
É difícil dar suporte para algo assim e o foco deles é totalmente diferente levando em consideração que tudo é conectado a conta da RIOT. Não ficou claro, porém existe a possibilidade.
43) Mouse acceleration? Aceleração de mouse?
Não
44) Planos para outros modos de jogos que já foram vistos nas streams?
Não podem comentar ainda.
45) Planos para detectar contas smurf ou boosting?
Sabem que smurf pode ser um problema e estão trabalhando em como detectar logo cedo contas smurf e parte disso já está implementada em seus servidores no sistema de matchmaking. Por fim, estão sempre a procurar de formas a melhorar a experiência dos jogadores.
46) existe algum sistema para a votação de mapas?
Por enquanto não por conta do número baixo de mapas. Estão abertos a introduzirem essa funcionalidade dependendo da quantidade de mapas no futuro.
47) E-SPORTS?!?!
RIOT estará publicando diretrizes de torneis em breve inicialmente. Querem saber o que a comunidade quer do game em relação a esports. A RIOT tem bastante experiência já e querem saber e entender o que a comunidade quer esperar e ter do game. Confirmaram que já estão pensando e confirmaram que deveriam investir nisso, porém não querem forçar na comunidade.
48) Partidas personalizadas?
Sim!
49) Existe algum tipo de restrição de idade para campeonatos no futuro?
Não tem a menor ideia ainda. Não estão nesse ponto ainda.
50) Caso você tenha conseguido entrar no closed beta, você vai ter algo em especial te aguardando dentro do game? Algum cosmético ou coisa?
Sim. Tem uns negócios lá (não foi comentado se é um cosmético ou não). Eles sempre gostam de retribuir a aqueles que estão ajudando-os.
51) Existe planos para skins de armas e agentes?
Skins de armas, certamente.
“Skins de agentes é complicado. A inclinação é dizer: sim, certamente teremos. Porém temos que pensar na naturalidade do cenário competitivo. A menos que consigamos fazer da maneira correta, não iremos adiante para não cagar no game.”.
52) Planos para eventos dentro do game? Baseado em estações? Etc?
Sim.
“Nós adoramos festas! Sim!”
53) Vocês estão batendo de frente com CS:GO. Algumas coisas estão sendo executadas de forma espetacular e outras nem tanto em comparação com CS:GO. O jogo foi inspirado em CS? Vocês têm o intuito bater de frente com CS? Lupo diz – “Nós nunca vimos ninguém construir um tactical shooter assim antes. Nunca. Vocês são os primeiros a fazerem isso!”
u/riotsupercakes – “Nós não conversamos a respeito do que o sucesso seria caso tirássemos CS:GO da jogada ou se tirássemos todos seus jogadores. Não é assim que trabalhamos. Nós temos várias pessoas no nosso time que jogam CS religiosamente e eles amam o jogo e nós estaríamos mentindo caso disséssemos que não houve inspiração em CS. Eu não quero tenhamos essa imagem que nosso objetivo é destruir o CS. Não é assim que pensamos e não é seu objetivo.”
u/riotziegler – “Nós estamos desenvolvendo esse game justamente por amamos esses games. De repente é um pouco ingênuo de nossa parte porque jogadores irão fazer comparações... nosso objetivo é criar um tact-shooter que abraça mais a criatividade que jogadores trazem para o game.”
54) Última: Caso você perca a conexão e caia da partida, você pode voltar?
Sim!
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2020.03.22 21:29 loslan FAKE NEWS (reportado p/ Revista EXAME e Jornal Estadao) - A renomada Universidade Stanford, nos EUA – teria mostrado que o uso associado da hidroxicloroquina e azitromicina teria sido capaz de curar pacientes com coronavírus.

Essa "estória" repercutida e reproduzida como se verdadeira, foi criada por um investidor em blockchain chamado James Todaro... Ah! Mais ainda, o Vale do Silício correu jundo. A WIRED que fornece acesso gratuito e ilimitado a histórias sobre a pandemia de coronavírus revela como um documento do Google compartilhado no Twitter não é o modo como a ciência geralmente é feita...
FONTES - LINKs: ao final do texto
"A CONVERSA SOBRE uma droga promissora para combater o Covid-19 começou, como costuma acontecer (mas na ciência não), no Twitter. Um investidor em blockchain chamado James Todaro twittou que um medicamento contra a malária de 85 anos chamado cloroquina era um tratamento potencial e preventivo contra a doença causada pelo novo coronavírus. Todaro vinculou a um documento do Google que ele havia escrito, explicando a idéia. Embora quase uma dúzia de medicamentos para o tratamento do coronavírus esteja em testes clínicos na China, apenas um - remdesivir, um antiviral que estava em testes contra o Ebola e o MERS do coronavírus - está em testes completos nos EUA. Nada foi aprovado pela Food and Drug Administration. Portanto, um medicamento promissor seria ótimo - e melhor ainda, a cloroquina não é nova. Seu uso remonta à Segunda Guerra Mundial e é derivado da casca da árvore chinchona, como o quinino, um antimalárico de séculos de idade. Isso significa que o medicamento agora é genérico e é relativamente barato. Os médicos entendem bem e podem prescrever o que quiserem, não apenas a malária. O tweet de Todaro recebeu milhares de curtidas. O mundo da engenharia / tecnologia pegou a ideia. O blog de leitura extensiva Stratechery vinculado ao documento do Todaro no Google; Ben Thompson, editor do blog, escreveu que estava "totalmente desqualificado para comentar", mas que as evidências anedóticas favoreciam a idéia. Ecoando o documento, Thompson escreveu que o documento foi escrito em consulta com a Stanford Medical School, a Universidade do Alabama na faculdade de medicina de Birmingham e os pesquisadores da Academia Nacional de Ciências - nada disso é exatamente verdade. (Mais sobre isso daqui a pouco.) Um dos co-autores de Todaro, um advogado chamado Gregory Rigano, foi à Fox News falar sobre o conceito. O CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, twittou sobre isso, citando um vídeo explicativo do YouTubede um médico que vem fazendo uma série de explicadores de coronavírus. Para ser justo, Musk não estava interessado na idéia de não ter mais dados, embora tenha escrito que havia recebido uma dose salva de vida de cloroquina para a malária. É a definição de "grande se verdadeiro". Parte da história do Covid-19, do coronavírus SARS-CoV-2, é que ela é nova . Os seres humanos não têm imunidade a isso. Não há vacina, nenhum medicamento aprovado para tratá-lo. Mas se um medicamento existia - se um medicamento barato e fácil pode evitar as piores complicações que requerem ventilação e às vezes fatais da infecção por coronavírus, ou talvez prevenir essa infecção em primeiro lugar, para que estamos isolando socialmente, como otários? Que se - como diz o ditado - está dando muito trabalho. A pandemia de Covid-19 está causando, razoavelmente, um surto mundial enquanto cientistas e formuladores de políticas correm para encontrar soluções, nem sempre com competência ou eficiência. É o tipo de coisa que irrita a mentalidade de engenheiro-disruptor. Certamente, esse deve ser um problema facilmente resolvido, que é principalmente culpa da burocracia, da regulamentação e de pessoas que não entendem a ciência. E talvez as duas primeiras coisas sejam verdadeiras. A terceira coisa, porém, é onde os riscos se escondem. O Vale do Silício homenageia pessoas que correm em direção a soluções e ignoram problemas; a ciência é projetada para encontrar soluções, identificando esses problemas. As duas abordagens geralmente são incompatíveis . O que aconteceu aqui, especificamente, é que Rigano procurou Todaro. O tweet de Todaro identificou Rigano como afiliado à Johns Hopkins; O perfil de Rigano no LinkedIn diz que ele está de licença de um programa de mestrado em bioinformática e foi consultor de um programa em Stanford chamado SPARK, que faz a descoberta de medicamentos translacionais - encontrando novos usos e pedidos de medicamentos aprovados. "Eu tenho uma experiência muito única na encruzilhada do direito e da ciência", diz Rigano. "Trabalho com grandes empresas farmacêuticas, universidades, biotecnologias e organizações sem fins lucrativos no desenvolvimento de medicamentos e produtos médicos". Ele diz que esses contatos o informaram sobre o uso de cloroquina contra o Covid-19 na China e na Coréia do Sul, então ele começou a ler sobre ele. (Johns Hopkins não retornou uma solicitação de comentário; um porta-voz dos e-mails da Stanford Medical School: “A Stanford Medicine, incluindo a SPARK, não esteve envolvida na criação do documento do Google, e solicitamos que o autor remova todas as referências a Além disso, Gregory Rigano não é consultor da Faculdade de Medicina de Stanford e ninguém em Stanford esteve envolvido no estudo. ”) Acontece que as pessoas lançam cloroquina como antiviral há anos. No início dos anos 90, os pesquisadores o propuseram como um complemento aos medicamentos inibidores da protease precoce para ajudar a tratar o HIV / AIDS. Uma equipe liderada por Stuart Nichol, chefe da Unidade de Patógenos Especiais dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças, publicou um artigo em 2005 dizendo que a droga era eficaz contra células primatas infectadas com SARS, o primeiro grande coronavírus respiratório a afetar seres humanos. É um teste in vitro, não animais vivos - apenas células. Nichol não respondeu a um pedido de comentário, mas um porta-voz do CDC enviou um e-mail: “O CDC está ciente de relatos de vários medicamentos sendo administrados para tratamento ou profilaxia para o COVID-19, incluindo aqueles que demonstram atividade in vitro contra o SARS-CoV- 2. Neste momento, é importante garantir que dados clínicos robustos, coletados em ensaios clínicos, sejam obtidos rapidamente, a fim de tomar decisões clínicas informadas sobre o manejo de pacientes com COVID-19. ” Em uma conferência de imprensa da Organização Mundial da Saúde em fevereiro, um repórter do grupo de verificação de fatos Africa Check perguntou se a cloroquina era uma opção. Janet Diaz, chefe de atendimento clínico do Programa de Emergências da Organização Mundial da Saúde, respondeu que a OMS estava priorizando alguns outros medicamentos nos testes junto com o remdesivir e reconheceu que os pesquisadores chineses estavam trabalhando ainda mais. "Para a cloroquina, não há provas de que este seja um tratamento eficaz no momento", disse Diaz. "Recomendamos que a terapêutica seja testada em ensaios clínicos eticamente aprovados para mostrar eficácia e segurança". A cloroquina e uma versão alternativa chamada hidroxicloroquina parecem funcionar contra vírus, inibindo um processo chamado glicosilação, uma transformação química das proteínas na camada externa do vírus que faz parte do processo de infecção. Pesquisadores chineses iniciaram talvez meia dúzia de ensaios randomizados das duas versões em humanos e obtiveram pelo menos alguns dados iniciais promissores. Com esses dados em mente, um pesquisador francês de doenças infecciosas chamado Didier Raoult publicou uma rápida revisão dos estudos in vitro existentes de cloroquina e hidroxicloroquina e (junto com alguns outros pesquisadores ) recomendou não apenas aumentar a pesquisa em humanos, mas também começar a usar os medicamentos clinicamente. (Raoult não retornou um pedido de comentário, mas um publicitário do hospital em que trabalha enviou um link para um vídeo no qual Raoult apresenta dados que ele diz mostrar eficácia em um pequeno grupo de humanos reais. Esses dados não foram publicados ou revisado por pares.) Exceto pelo vídeo, que ainda não havia sido lançado, Rigano montou tudo isso e entrou em contato com Todaro. "Essencialmente, escrevi a publicação com base em minha interface com vários pesquisadores de Stanford e outros, e desenvolvemos esse corpo de evidências e ciência hardcore", diz Rigano. “James, Dr. Todaro, estava fazendo o melhor trabalho, pensei, em qualquer pessoa da mídia, qualquer médico, qualquer agência de notícias, qualquer pessoa no Twitter, ao cobrir o coronavírus. Eu acompanho sua pesquisa em outros itens, como computação descentralizada, há vários anos. ” Todaro, que obteve um MD da Columbia e agora é um investidor de bitcoin, estava interessado o suficiente para colaborar no documento. "Eu adicionei coisas que pertenciam mais ao lado médico das coisas e dei uma sensação mais clínica, acho", diz Todaro. “Algo que a Big Pharma não vai gostar - está amplamente disponível, é bem barato e é algo que pelo menos um milhão de pessoas já está participando. Na verdade, existem muitos aspectos de algo que podem ser lançados rapidamente se os dados clínicos corretos estiverem disponíveis. ” Todaro e Rigano juntos começaram a conversar com Raoult sobre o pequeno estudo que ele estava preparando, e também chamaram um bioquímico aposentado chamado Tom Broker. Ele foi originalmente listado como o primeiro autor do documento do Google, seu nome seguido por "(Stanford)". Foi aí que Broker obteve seu doutorado, em 1972, mas Broker está há anos na Universidade do Alabama, em Birmingham. Sua área de pesquisa é o adenovírus e o papilomavírus humano, que têm DNA como material genético, em oposição ao RNA dentro dos coronavírus. Eles são bem diferentes. Broker diz que não estava envolvido na produção do documento do Google e nunca defenderia o uso de um medicamento sem testes formais. Todaro e Rigano, desde então, removeram o nome dele, a pedido de Broker. “Eu não contribuí, escrevi qualquer parte ou tive conhecimento deste documento do google.com.br. Nunca conduzi pesquisas sobre patógenos do vírus RNA. Não tenho credenciais ou autoridade profissional para sugerir ou recomendar ensaios ou práticas clínicas ”, escreveu Broker em um email. “Aparentemente, fui inserido como autor 'gratuito', uma prática que sempre evitei em meus 53 anos de carreira. Além disso, nunca envolvi nenhuma parte das mídias sociais, privada ou profissionalmente. Todas as minhas publicações científicas são processadas por meio de revisão por pares. Sugiro que você se comunique com um dos autores reais. Questionado sobre a declaração de Broker, Todaro diz que Broker simplesmente não queria se envolver com a atenção que a idéia e o documento estavam recebendo. “Eu não conheço pessoalmente Tom Broker. Minha correspondência foi com o Sr. Rigano ”, diz Todaro. "Quando começamos a receber informações da imprensa, minha impressão foi que o Sr. Broker ficou muito impressionado com isso". Rigano diz que também foi sua impressão. "Dr. Broker é um cientista da mais alta ordem. Ele não está acostumado a esse tipo de atenção da mídia, então nós meio que precisamos continuar sem ele aqui ”, diz Rigano. "Ele não está pronto para a mídia, se tornando uma celebridade." O documento de cloroquina que Todaro e Rigano escreveram espalhou quase - desculpe por isso - viralmente. Mas mesmo que algumas pessoas estejam dizendo que esse é um tratamento, ele ainda não foi submetido a um estudo de controle randomizado em larga escala, o padrão ouro para avaliar se uma intervenção médica como uma droga realmente funciona. Até que isso aconteça, a maioria dos médicos e pesquisadores diria que a cloroquina não pode ser nenhum tipo de bala mágica. “Muitos medicamentos, incluindo cloroquina ou hidroxicloroquina, trabalham nas células do laboratório contra os coronavírus. Foi demonstrado que poucos medicamentos funcionam em um modelo animal ”, diz Matthew Frieman, microbiologista que estuda terapêutica contra os coronavírus na Universidade de Maryland. O que acontece se você colocar os medicamentos em animais? Ninguém sabe ainda. Provavelmente nada de ruim, porque eles são usados há décadas. A ação da cloraquina, diz Frieman, “é conhecida há algum tempo por outros coronavírus, mas nunca se desenvolveu como terapêutica testada em humanos. Há razões para acreditar que isso vai mudar agora, junto com outras terapêuticas que têm eficácia no laboratório. ” Isso ocorre porque o novo coronavírus está incentivando a pesquisa a retomar praticamente qualquer coisa que já tenha mostrado algum efeito sobre os coronavírus, e algumas novas idéias também. Rigano diz que ele e Todaro estão agora realizando seus próprios ensaios clínicos, embora não esteja claro como eles pretendem coletar ou apresentar os dados. Eles esperam que os médicos se inscrevam como sujeitos e depois prescrevam a hidroxicloroquina para si mesmos enquanto tratam pacientes com Covid-19. Quando perguntado sobre o que seria o grupo de controle - médicos que pareciam pacientes que não tomaram o remédio, talvez? --Igano teve algumas idéias. “Você pode usar controles históricos, a taxa de médicos infectados que não usavam hidroxicloroquina regularmente. E se existem médicos que gostariam de participar do estudo que gostariam de não tomar hidroxicloroquina, eles também seriam excelentes controles ”, diz Rigano. “Ético, não queremos que ninguém contrate esse vírus. É realmente um design maravilhoso. ” Rigano diz que está conversando com a equipe de quatro hospitais australianos sobre a realização de um estudo maior e randomizado, depois de um com médicos voluntários. Rigano e Todaro sabem que um documento do Google compartilhado no Twitter não é o modo como a ciência geralmente é feita. Mas eles dizem que não há tempo a perder, que a pandemia está se movendo rápido demais para a ciência tradicional. "Isso levaria meses", diz Todaro. "Eu odiaria apostar em coisas que encontraríamos em meses ou em uma vacina que sai em meados do final de 2021". Eles não são os únicos com essas preocupações, é claro. O modelo mais recente do progresso do Covid-19 do Imperial College London apresenta o pior cenário de pior caso que envolve milhões de mortes, ou distanciamento e proteção social em todo o planeta por mais de um ano. A distância social pode dar aos hospitais uma chance melhor de acomodar e tratar os doentes, mas, com menos força, a doença simplesmente volta. As únicas coisas que mudariam esses resultados são vacinas ou medicamentos." Fonte: WIRED é onde o amanhã é realizado. É a fonte essencial de informações e idéias que fazem sentido para um mundo em constante transformação. - WIRED MAGAZINE LINKs: https://exame.abril.com.bciencia/o-que-e-a-cloroquina-remedio-promissor-contra-o-novo-coronavirus/ https://saude.estadao.com.bnoticias/geral,droga-usada-para-malaria-tem-resultado-positivo-contra-coronavirus,70003240466
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2020.02.15 00:17 aldelator Eu sou um Delator?

Olá Reddit. Espero que quem esteja lendo isso esteja muito bem.
Eu tenho relatos de alguns eventos que eu considero interessante compartilhar com vocês. É algo que já faz um tempo que vem martelando na minha cabeça. Espero que gostem. Isso não é ficção, é um fato real que aconteceu e eu não sei como reagir a isso.
Saindo do Ensino Médio, eu tinha em mente seguir a profissão de *****. Naturalmente, precisaria fazer uma Faculdade. Com os conselhos dos meus pais, eles me orientaram a fazer o curso que eu queria na faculdade *****. O que eu não sabia, era que esse local era mantido por uma instituição que por fins de entretenimento, eu vou me referir como Umbrela Corporation. Pois bem. Eu não tinha muita noção do campo de trabalho da minha profissão e muito menos do mercado de trabalho para essa profissão. Entrei para esse mundo pois era o meu sonho de infância e devo dizer que estou bem satisfeito em ter escolhido essa profissão. A minha faculdade era um local ótimo, acolhedor, com muitas pessoas dispostas a te ajudar e orientar. Com o passar do tempo, cada vez mais este lugar foi crescendo em meu coração e eu já me referia a Faculdade como Segunda Casa.
Eu me considero um bom aluno. Sempre me comportei corretamente, tirava notas boas e fiquei sem dependências. Os professores me adoravam e eu era muito querido. Os únicos problemas que tinha, eram as tradicionais rixas do período noturno com diurno e vice-versa. Esta faculdade, tinha um grupo estudantil liderado por alguns alunos, que eram considerados como modelos dentro da faculdade. Eu mesmo fui convidado e participei de uma reunião desse seleto grupo. Não fui em outras porque não aguentava os puxa sacos do professor que era responsável pelo grupo. O que os alunos deste grupo têm em comum, é o fato de todos, ostentar com o maior orgulho a bandeira da Faculdade e da Umbrela Corporation. Vestiam o uniforme em ocasiões sociais fora do horário escolar, postavam sobre o lugar nas redes sociais falando o quão maravilhoso era estudar no local x.
Nunca fui de ficar fazendo propaganda e sempre achei esse amor estranho e um pouco sei lá, estranho. Mas mesmo assim eu adorava o lugar e gostaria muito de fazer a minha carreira dentro da Umbrela Corporation. Era o meu sonho. Passei a notar, que os alunos do grupo já mencionado, recebia alguns benefícios como bolsas de estudo e até intercâmbios. Isso causava um mal-estar entra aqueles que não eram contemplados e aqueles que eram. Surgiram as acusações de puxa saquismo, favorecimento, brigas e etc. devo dizer que fui conivente com a situação pois não tive voz ativa nesse debate (e também fui um dos contemplados pela bolsa de estudos).
O fato, é que no último ano da faculdade eu fui escolhido para trabalhar na Umbrela Corporation. Ou seja, o meu sonho tolo seria realizado. Fiz a entrevista, e chorei quando não soube que seria ter uma vaga para mim, visto que eu já estava no final do curso, e eles preferiam dar prioridade para quem tinha mais tempo pela frente. Aqui eu vou salientar o quão eu estava emocionalmente investido neste lugar. A faculdade era a minha vida e a minha casa, trabalhar na Umbrela e ser um Executivo da empresa era o meu sonho. Eu já trabalhava em um outro lugar muito bom, porém era um contrato de 2 anos sem a possibilidade de efetivação. Eu estava preocupado e não sabia o que fazer porque tinha medo de terminar a faculdade e ficar desempregado (mesmo tendo boas indicações, bom currículo e bons precedentes).
O alívio veio quando recebi um e-mail dizendo que havia sido selecionado! Que alegria! O começo da carreira no lugar que eu amava. Logo na primeira reunião eles já apresentaram o plano de carreira e eu fiquei muito contente com a possibilidade de subir na corporação. Isso já fez eu odiar o lugar onde anteriormente eu tinha trabalhado (que não apresentava essa opção de subir). Nos primeiros meses a minha sensação era de que eu trabalhava no melhor lugar do mundo. Reuniões constantes, sempre perguntavam a minha opinião e o que eu achava, diferente do meu trabalho anterior, onde só era dito o que eu precisava saber e pronto. O que eu passei a notar, era a insatisfação de alguns funcionários que já estavam dentro da empresa a algum tempo. Sem falar no fato de que eles pareciam muito cansados. Entendam que eu era estagiário, e obviamente e fazia uma carga de 30 horas semanais. Esses funcionários trabalhavam 44 horas, sem mencionar o fato de que havia escalas para Domingo. Eu ignorava esses relatos pois eu estava contente e fiquei mais contente ainda quando alguns colegas de sala entraram na empresa também.
O trabalho era puxado e com o passar do tempo isso começou a refletir na minha saúde de uma maneira geral. Eu estava de manhã, e começava a trabalhar no começo da tarde. Então eu saia da faculdade e ia para a Umbrela. Só ia para a casa para dormir. Comecei a apresentar sintomas de Síndrome de Burnout. Não fiz muito alarde disso pois temia ser taxado como fraco ou incapaz. Fazia o meu melhor sempre, e fui ganhando certo destaque. O meu desejo era ser efetivado na empresa, porém novamente comecei a notar uma certa preferência por aqueles alunos-propaganda. O coordenador gostava de mim porque eu era bem crítico e sempre tinha um posicionamento assertivo nas decisões. Costumava a apontar os erros da empresa e onde ela poderia melhorar. Com isso fiquei incumbido de achar soluções para esses problemas e relatar aos superiores, algo que me deixou contente (e sobrecarregado)
As coisas começaram a ficar estranhas quando várias demissões seguidas foram acontecendo dentro da Umbrela. Pessoas pedindo para sair, outras sendo mandadas embora sem aparente justificativa. Eu sei que demissão é algo normal dentro de uma empresa, mas eu percebia que os Coordenadores tentavam maquiar a situação. Porque fulana foi fazer Medicina por isso ela saiu. Foi a justificativa de uma demissão. O que não faz total sentido. A pessoa se forma dentro do lugar, consegue trabalhar lá e do nada vai tentar outra profissão? Pode até ser possível, mas pouco provável.
Comecei a suspeitar ainda mais quando reparei que um dos Chefes do lugar, lançava olhares, devo dizer, lascivos? Nojentos? Com certeza nojentos para uma das minhas amigas que era muito bonita e muito simpática, enquanto ela conversava com um Coordenador. Foi horrível. Parecia que ele queria engolir a minha amiga viva. Tudo ficou pior quando ela foi cumprimentar ele. Eu já tinha notado esse tipo de comportamento antes entre alguns Supervisores, mas nada nesse nível. A verdade é que esse tipo de coisa por mais absurdo que soe, é considerado normal dentro do meu ramo.
Percebi que os Coordenadores encorajam a Doutrinação dos alunos da faculdade que entravam dentro da Umbrela, recompensando-os enormemente. Inclusive havia um grupo de alunos que durante as aulas, ostentavam com orgulho o uniforme da empresa.
Eu estava me sentindo preso. Queria continuar os estudos e fazer pós-graduação na Capital para expandir meu Networking, porém fui coagido ao meu Coordenador a continuar estudando na faculdade. O que eu achei estranho. Pensei que eles queriam funcionários empoderados e cada vez mais qualificados. Com o passar do tempo e essas situações acontecendo eu estava ficando cada vez pior. A gota da água foi quando tive uma crise de ansiedade por causa do estresse. Acabei pedindo para sair da Empresa. E aí que as coisas ficaram mais estranhas.
Meu coordenador tentava tirar respostas de mim do porquê de eu sair e se recusava a assinar os papéis. Eu contei a ele que saí pois estava tentando ser concursado e queria tempo para estudar. Algo que ele desaprovou. Ele disse que não valia a pena estudar para concurso e que eu deveria repensar esta decisão, pois a Umbrela proporcionava tudo para o meu crescimento e que seu saísse iria ser difícil conseguir um cargo bom igual o que eu tinha.
Ele estava certo e errado. Entendam que a Faculdade e a Umbrela são MUITO influentes na minha cidade, então eles têm os seus braços em tudo. Eu sabia que a possibilidade fora dessa empresa, era ter um emprego mal remunerado com uma carga horária grande. Por isso eu queria partir para Concurso Público. Queria estar livre daquele lugar. No final ele acabou assinando meu desligamento, mas ainda com dúvidas, ele comentou com o diretor da faculdade que veio conversar comigo. Como eu era bastante querido por todos, o meu súbito desligamento foi mal recebido, e os Coordenadores e Supervisores tentaram maquiar a situação (como sempre faziam). Para o meu Diretor eu contei tudo que havia testemunhado e visto e ele entrou em choque. Ele disse que eu fiz a coisa certa em sair, para poder melhor meus pensamentos. Os 2 últimos meses na faculdade foram horríveis.
Parecia que o lugar que eu tanto amava, estava me rejeitando. Me segregando. As pessoas olhavam para mim com pena e isso fez muito mal para mim. Com muita ajuda da minha família consegui dar a volta por cima.
Com o passar do tempo, os meus temores sobre a política da empresa se tornaram cada vez mais certos. Os alunos queridos que faziam propaganda, foram contratados para a Umbrela, e o restante que não foi, ficou à mercê das indicações do meu Coordenador. Eu percebi que essas indicações eram para lugares muito piores que a Umbrela, e que assim que surgisse uma vaga dentro da empresa, essas pessoas iriam correndo de volta a Umbrela, como se fosse o melhor lugar do mundo. A insatisfação dentro da empresa era grande, mas eles tentavam de tudo para ficar como bons moços.
Resumindo, esta empresa utilizou sua influência para dominar a cidade. Os melhores alunos entram dentro da empresa, mas são limitados a questão ao seu crescimento profissional. Não podem fazer cursos e especializações fora da Faculdade. E quem não entra na empresa é considerado como lixo e fica com subempregos, má remuneração e etc...
Eu me senti muito mal em sair, pensando que eu estava errado. Mas eu notei que fiz a coisa certa em sair. Hoje estou noivo e sou concursado público. Vou me casar em setembro.
Escrevi esse relato para incentivar as pessoas para se atentaram a Doutrinação dentro de seus locais de trabalho. LIBERTEM-SE! Busquem o melhor para suas vidas e não o bem de uma empresa. Se estiver sentindo mal ou sobrecarregado, não esconda, não abafe, FALE e LIBERTE-SE!
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2020.01.05 21:14 questionneur_social #Estamos de fato melhorado como sociedade?

Bom dia a todos ontem teve aquele caso da trans no banheiro feminino, e sua repercussão me fez questionar um ponto importante na atual organização da sociedade humana pós-moderna: estamos de fato seguindo para uma sociedade mais igualitária?
Antes que qualquer um aqui venha dizer que o fascismo está impedido o progresso para uma sociedade mais evoluída, quero explanar algumas ideias sobre os acontecimentos e eventos do ultimo século para verificar se realmente a sociedade igualitária é viável em algum nível de fato ou se apenas estamos passado por um período de transição de poder, na qual futuramente a ordem social vai esta invertida para as “minorias” atuais, determinado os rumos da sociedade e com as “maiorias” marginalizadas pelo estigma histórico que bem como sabemos são a bases que molda a cultura humana na onde sempre baseamos nossas decisões em cima dos eventos do passado.
No caso das trans no banheiro feminino, ficou claro que nossa sociedade ainda esta muito intolerante sobre a divisão dos espaços com outros membros da nossa sociedade, vi muitos comentários defendo que ela tinha direito de usar o banheiro por ser uma mulher, outros que deveria ser criando um banheiro quase que segregado para uso dos LGBT+ para não cria constrangimento entre as mulheres biológicas que se incomoda com o seu espaço sendo invadido por supostamente homens de peruca e vestido.
>Bem o que isso nos mostra sobre a sociedade brasileira de 2020? Que é transfobica e intolerante com os normatização dos discursos de ódio por ter respaldo de um governo fascista?
Parece-me ser uma explicação muito simplista de alguém que quer encontra um bode aspiratório para explicar problemas de ordem social cultural e jurídico sem precisar pensar muito em como um simples fato de um pessoa ao mudar seu gênero e usar serviços e direitos anteriormente restritos ao outro gênero impactam na sociedade como um todo.
Simplesmente julgar que essas mudanças não abalão todo o funcionamento da sociedade que determina deveres diferentes as pessoas pelo seu sexo é muita simplicidade para analisar toda um movimento de reestruturação da sociedade que estamos vivendo, estamos falado em praticamente refazer hábitos que forma a base que fundamenta a estrutura de valores, cultura, direitos e deveres individuais da sociedade não apenas sobre direito de usar o banheiro que você se sente mais confortável.
Faço uma pergunta aqui, não havia transfobia antes do Bolsonaro chega ao poder?
Não havia racismo ates do Temer?
Não havia discurso de ódio antes de a extrema direita ganhar força nos governos mundiais?
Resumir a isso só aconteceu depois da eleição do Trump no EUA, me parece ser muito desonesto com a realidade da formação das estruturas internas das sociedades, o ser humano não é uma criatura simples na qual apenas por tem uma pessoas trazendo ideais extremistas elas aderem sem questionar, isso é extremamente mais profundo na formação evolutiva da humanidade e não se pode acreditar que é possível se desconstruir tal condição.
Você não consegue desconstruir um ser humano para ser outra coisa que não um ser humano, isso não é possível nem em temos de logica hipotética, não compreendo como possa haver a crença de que seria possível no nível pratico.
Já havia perseguição as judeus muito antes dos antes dos antepassados de Hitler sequer estarem vivos.
Já perseguição aos eslavos muito antes de Stalin ou o Czar Alexandre subirem ao poder.
Já existiam suprematistas brancos antes de qualquer um do partido replicando entra na politica.
Logo essas pessoas hoje no Brasil, homens e mulheres transfobicos são um resultado não apenas do aumento do fascismo e liberdade para descriminar os diferentes e minorias.
#São simplesmente o resultado que silenciar todos no pretexto contenção do discurso do ódio não funciona e essas pessoas por se sentirem traídas pela sociedade que prefere não analisar suas reivindicações e problemas, mais sim buscar silencia-las para criar um estado artificial de bem estar na sociedade.
Sinto que essa tática do *”se eu não vejo ódio nas pessoas, então concluo que ele não existe”* esta começando a mostra claros sinal de que não funcionar mais tão bem como funcionava na ultima década, e que ignorar certas opinião de alguns por julgar que elas são destrutivas ( o que em grande caso são porem são baseadas em alguma realidade) esta corroendo as sociedade por dentro como cupins comendo uma arvore de dentro para fora, esta fincando claro que apenas taxar de discurso de ódio opiniões que critiquem certos grupos de pessoas sem buscar compreender as razões dessa declarações e buscar formas de censura tal opinião sem análise vai culminar na destruição da sociedade como um todo.
Pelo o que pude observa sobre o caso do banheiro, uma mulher trans de aparência não masculina, (isso é um ponto muito importante para essa discussão), foi impedida de usar um banheiro para poder fazer suas necessidades, com um lado dizendo que isso configura transfobia, confirmado pelo [PL 112] (https://pt.wikipedia.org/wiki/PL_122) mostrando um claro desrespeito a liberdade individual das pessoas a frequentarem a determinados lugares de uso publico.
Ao mesmo tempo temos mulheres que estão incomodadas com a possibilidade de terem o seus espaço invadido por trans visto que os espaços masculinos não sofre do mesmo problema devido a fuga dos trans por julgarem que sofreriam assedio em banheiros masculinos, logo além da sensação de que os trans estão usando um espaço que elas batalharam muito para conseguir, também sente o estranhamento de isso implique em ter homens travestidos de mulheres invadindo a seu ambiente em um momento vulnerável.
Eu coloque anteriormente que se tratava de uma trans de a fisionomia claramente feminina, porém acredito que o medo das mulheres que não aceitam essa invasão se deve ao afrouxamento do conceito de [identidade feminina baseado no sentimento interior do individuo] (https://www.conjur.com.b2018-set-23/mudanca-genero-questao-direito-arrependimento) e a possibilidade de pessoas como [Karen White, de 52 anos, estava presa preventivamente pelo estupro de duas mulheres e já havia respondido antes por abuso sexual infantil, foi transferida para um prisão feminina após de declara como mulher a corte] (https://www.bbc.com/portuguese/internacional-45482538) poderem adentra banheiros e espaços femininos baseado apenas no fato de se sentirem mulheres e assim porem atentar contra a segurança das mesmas.
Não vejo o problema de como trans com fisionomia feminina como [Ticiane Fernandes]( https://www.google.com/search?q=ticiane+fernandes&newwindow=1&sxsrf=ACYBGNTw84MuyIe3Lut4AX89xTW8T0VUcg:1578250644903&source=lnms&sa=X&ved=0ahUKEwiNgbnoke3mAhVOIbkGHVE8DloQ_AUIDSgA&biw=1366&bih=614&dpr=1) venhao%20venhao) a ser algo que incomode alguma mulher, me parece ser algo muito mais relativo a não mais haverem limites que ordenem oque cada sexo pode ou não fazer, com tambem não haver meios de conter um molestador por frouxamento da sociedade, se trata de um problema de ordem estrutural dos deveres e obrigação, não algo motivado puramente por ódio ao diferente, e sim algo mais complexo que uma simples analise superficial da situação podem falar.
Pois como filtra essas pessoas que pode ou não agir de má fé para se beneficiarem em do caos social que deixou varias brechas abertas para esse comportamento oportunista?
Parece-me claro que se trata mais sobre ao liberar esses espaços sem uma clara definição do que é uma mulher poderia abri espaço para que homens ao colocar uma peruca não pudessem ser impedidos de ser retirado desse espaço ao afirma que é uma mulher em inicio de processo de transição ou declarar ser de gênero fluido e se sentirem naquele momento uma mulher e possibilitar um oportunista cometer abusos por esta explorando a falta de ação das pessoas apegadas a características da fisionomia masculina e feminina para determinar os gêneros na sociedade.
Por mais que exista a discussão sobre gênero e papel de cada sexo, a fisionomia e entendimento do que é um homem e o que é uma mulher esta segue completamente inalterada, por mais que existam dragqueens se montando como mulheres e desconstruindo dos estereótipos masculinos, ainda temos forte em nossas cabeças que mulheres possuem seios e homem barbas e carecas, mulheres usam roupas que exibem seus corpos, homens usam roupas que apenas confortáveis, a camisa regata e short pega rapaz segue sendo a peças mais reveladoras do guarda-roupa masculino. homens são musculosos e possuem uma anatomia mais "agressiva", mulheres possuem anatomia marcada por curvas e traços mais "delicados".
Ou seja, os valores de identificação visual de cada gênero não poderiam estar mais solidificados, mesmo com movimentos de contra cultura questionando esses padrões, ainda se tem enraizado claramente o que deve se considerado uma mulher e oque deve ser considerado um homem e esse pensamento subjetivo de que as pessoas podem mudar tais características e serem novos seres humanos com valores reformulados por conta de sua nova condição física esta entrado em conflito com a primeira condição, ser homem e mulher esta muito além de sensação intima do ser humano sobre como ele enxergar a si mesmo e em algum momento deve ser evidenciado por caracterização física como roupas, cortes de cabelo e comportamento ou será puramente abstrato demais para ser considerado valido.
Acredito que no âmbito feminino, a possibilidade de homens se aproveitarem dos espaços de mulheres e não haver formas de identificar essa atitude, pois ser mulher esta entrado em uma fase de interpretação do entendimento da maioria não em evidencias rastreáveis, venha causa mais medo do que um eventual trans molestador nos banheiros femininos, a fato de estamos claramente preso a fisionomia para identifica os sexos e o fato de não ser mais necessário a cirurgia de resignação e aparição de termos como *”pênis feminino”* sendo considerado como anatomia feminina valida esta gerando o sentimento de perda de espaço feminino conquistado, pois levou-se quase 250 anos para cossegurem chegar aonde estão, e levou nem 20 anos para os trans superarem esses supostos direitos adquiridos.
Também em minhas pesquisas foi notado que muito das criticas as trans partem de homem que teriam sua sexualidade fragilizada e frustada pelo aumento do protagonismo de trans na sociedade.
Bem como foi dito anteriormente, estamos apenas a silenciar essas pessoas e não ouvindo oque ela tem a dizer e por que estão descontentes com essa situação e ficar apenas acreditando que se eliminarmos todos os discursos de ódio dessas pessoas elas não irá ficar ressentidas e os problemas desapareceram é claramente um sinal que não estamos tendo maturidade para perceber a dimensão desse problema e de como estamos achando que isso só deve ser silenciado para não gera mais ódio claramente demonstra que:
>não apenas o ódio gera mais ódio, mais ressentimento e coerção gera rancor e gera ódio como produto final.
>E que estamos completamente esvaziados de empatia. Nós cobramos e ficamos ofendidos quando não a recebemos, isso sem jamais mostra qualquer comprometimento em devolver.
Vejo que para muitos homens, os transxessuais estão se evadindo das [responsabilidades inerentes ao gênero masculino ao nascer] (https://www.conjur.com.b2012-mar-08/seriam-homens-mulher-realmente-iguais-lei), como alistamento obrigatório, aposentadoria mais tardia, cobrança de penas diferentes para os mesmos crimes e outras questões dos direitos masculinos e estariam se apropriando dos direitos jurídicos das mulheres, que na atual sistema social SÃO inegavelmente mais vantajosos que os dos homens, e assim sendo traídos pela sociedade que ainda os responsabilizam por todos os problemas históricos e culturais.
As mulheres apontam [privilégios sociais que os homens possuem naturalmente]( http://nodeoito.com/privilegios-homens/), homens os [privilégios das mulheres que estão no âmbito jurídicos e políticos oriundos uma sociedade ginocêntrista, que valoriza o bens esta social da mulher sobre o custo da do homem]( https://br.avoiceformen.com/movimento-por-direitos-humanos-dos-homens-e-meninos/uma-introducao-sobre-direitos-dos-homens/). (NOTA, aos que acham que a *voice for men* não é uma boa fonte para pesquisa, aonde irasse encontra uma discussão sobre direitos masculinos que não em uma pagina de direitos masculinos?).
Logo o [sentimento de perseguição]( https://exame.abril.com.bcarreira/homens-do-vale-se-organizam-por-mais-direitos/) e [falta de atenção ao seus problemas na estrutura da sociedade] (https://mercadopopular.org/internacional/o-problema-com-o-movimento-pelos-direitos-dos-homens/) passa a ser ainda mais mitigados em função de haverem pessoas que podem simplesmente abandonarem tal condição puramente transacionado entre os gêneros, aumentado ainda mais o sentimento de traição da sociedade que não valorizam seus esforços como também a visão que mesmo os homens trans não possuem as mesmas responsabilidades por não terem nascido como homens biológicos, os largando abandonados e ainda tendo suas reclamações e problemas jogado para um segundo plano para dar espaço para “*problemas mais urgentes na esfera social, jurídica e criminal*”.
Essa é uma sensação devastadora, pois causa uma profunda sensação de abandono e traição de tudo em que acreditaram como correto e que vale a pena defender.
#Como posso ser o individuo mais privilegiado da sociedade se sou tratado como um cão sarnento velho e doente?
Parra a grande maioria dos homens, o foco nas questões dos transexuais não altera a estrutura social ginocentrista e ainda dar a garantia que alguns nascidos homens biológicos possam pura e simplesmente abandonar essas condição e responsabilidades por escolha pessoal, escolha essa que não possuem, visto que os valores masculinos cria a noção que quanto maiores a suas responsabilidades mais homem você se torna, transexuais homens e mulheres que não possuem a mesma cobrança social que eles possuem. É a traição final da sociedade para um com grupo que vem se sentido abandonado.
Como sabemos, estamos em um momento de crise mundial já na primeira semana da nova década, e as piadas sobre a possibilidade da terceira guerra deixa os ressentimento mais a tona.
Em todas as paginas do Reddit e outra redes, piadas de como o feminismo vai mudar o seu discurso de *direitos iguais*, para *não é tão ruim ser dona de casa e criar os filhos*, mostra mais o que para alguns é apenas uma demonstração de misoginia e ódio contra as mulheres, é a evidencia que busca um bem estar social unicamente silenciando quem discorda do conceito geral de igualdade está apena gerando um enorme grupo de pessoas ressentidas e agora que um problema que afetará a vida de todos, guerra em nível global, estão de forma irônica se questionado se as mulheres iram tomar parte nas responsabilidades da manutenção da sociedade ( sim guerras são uma forma de organização social extrema) ou se iram ficar no confortável modelo ginocentrico que visão não expor mulheres ao perigo e sacrificar homem para mante-lo.
Isso é mais que homens com masculinidade frágil distribuído discurso de ódio, é um sinal que o modelo de busca pela igualdade baseada apenas em silenciar discurso de ódio de e dar protagonismo a certos grupos esta corroendo a sociedade por dentro como cupins comendo um arvore, você pode não ver a ação deles matando ela, mais ao tentar escalar seus galhos frágeis e quebradiços não deixa duvidas que tem algo que está muito errado.
Em minha humilde e talvez impopular opinião, o que aconteceu ontem em um shopping em Maceió vai muito além de crescimento do fascismo, da intolerância da transfobia ou qualquer outro comportamento danoso a nossa sociedade, mais si uma clara evidencia que simplesmente não olhar pra sinais simples de que taxar tudo de discurso de ódio e não se questionar o motivo de por que as pessoas estão insatisfeitas e se suas insatisfações possuem alguma fundamento apenas ira fazer com episódios como os de ontem se repitam mais frequentemente ao longo desse ano.
Já não se trata mais de medicar tudo como fascismo, as pessoas estão ficando completamente ressentidas e abandonas por dentro vendo que outras pessoas merecem mais atenção em seus problemas, ouvindo que por serem privilegiadas não deveriam criticar tais ações, ouvindo que deve se desconstruir e ajuda a solucionar os problemas e não vendo ninguém dar qualquer atenção ao seus próprios.
Não é por conta do fascismo ou socialismo que estamos pegando em armas, mas por que preferimos cria um mundo de mentiras, na qual todo ficam em silencio para não ofender ninguém, e você não pode acreditar que da para fazer isso para sempre, uma hora as pessoas se canção e volta agir como querem.
#Ou começamos a investigar esses discursos de ódio e buscamos formas de lidar com as questões de TODO mundo, ou essa guerra sem duvida será a forma de como vamos soluciona isso, acha que “se não estou vendo, logo não existe” vai matar a espécie.
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2019.12.02 19:13 fabianomol 7 PECADOS DO MARKETING Digital

7 PECADOS DO MARKETING Digital
#MarketingDigital #MarketingDigital


https://preview.redd.it/gx6iszthg9241.jpg?width=1920&format=pjpg&auto=webp&s=07533b29b00849e91dc5f90c52aa984451d5bcee
O que é esse Sexy Canvas?
É uma estratégia que tem o intuito de ativar o instinto das pessoas, ele basicamente utiliza os 7 pecados capitais para aguçar desejos e estimular as pessoas a agirem em prol de uma compra ou consumo.
É muito comum vermos o Business Plan, que tem a intenção de iniciar um projeto reunindo informações úteis, a fim de implementar e validar o business com um método eficiente. Pode ser uma apresentação de modelo de negócios a ser seguido e também ser utilizado como ferramenta de Marketing interno e gestão.
Já o Sexy Canvas é contra intuitivo, apesar de sempre estar próximo a nós, nos canais de televisão, propagandas de várias marcas famosas e nas mídias digitais. Esse mercado da publicidade é bem agressivo e a disputa por atenção é muito grande, então quem usa esse tipo de estratégia tem extrema vantagem sobre seus competidores.
O foco é nas Sensações dos clientes, logo utiliza-se duas grandes armas:
7 pecados capitais e Mapeamento do produto (ações, características, comunicação e etc)

https://preview.redd.it/bqt65i1ng9241.png?width=324&format=png&auto=webp&s=8a9de18fa02645aef7c9a235b54ae0062b17a400
Então o seu produto é inserido sobre a ótica desses 7 pecados capitais para que consiga mexer com as emoções do cliente, e isso é científico, as pessoas compram algo de acordo com o emocional e justificam com a parte racional do cérebro.
Não é todo mundo que precisa de muitos produtos para sua vida, a natureza em si é composta por necessidades básicas, não precisamos de muito para sobreviver. Mas ao fazer com que a pessoa visualize a dor que aquele produto/serviço cura, fica muito mais fácil que ela sinta a sensação que tal produto ou serviço provoca em sua vida.
Esse exemplo é bem comum, mas o Sexy Canvas pode ser usado em qualquer aspecto de seu Business. Existem diversas Marcas, Startups, produtos Físicos e Digitais que se adaptam em torno desse formato!
Nesse últimos dois dias
Fiz uma pequena pesquisa no meu perfil do instagram, e um método que estou aplicando, em alguns dos meus negócios, que se chama SEXY CANVA! 🔥
Usei 1 imagem no modo que digo como: Post Critico, que era criticando algo como esse:

E esse foi relatório de 24h de post:

https://preview.redd.it/qkc2qj7qg9241.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=71148a6cba5d9b0d64540d67430689570ecbc3cf
sso foi na quarta feira, Ontem Quinta feira, fiz um teste usando essa tecnica, começando com essa foto, e coloquei a legenda: !Fique sabendo que São Paulo ta frio e Chovendo, E que as 18:00, Vocês vão pegar transito e trem lotado!"
Parece ser um cara babaca, por postar isso, mas nisso ativei alguns pecados capitais como:
Preguiça, Inveja e podendo dizer ainda Avareza, por que não é qualquer pessoa que vai estar numa Quarta-Feira, bebendo um vinho na piscina!

Esse foi resultado da primeira postagem! Isso em apenas 4horas de post !:


Só nessa já sabia que teria ótimos resultados, e continuei....
Mais tarde, lá pra 18:00/19:00 postei essa foto, que em menos de alguns minutos, já tinha resultados, satisfatórios, postei com a legenda: "O que ta acontecendo aqui, Ele falou que a gente só ia no Paris 6, e quase não cabe no carro as compras!"


Parece bizarro mais nessa imagem, temos muita coisa, como:
Inveja, Avareza, Gula e podendo causar, até um pouco de ira nas pessoas, e os resultados de 30 min de post foram esse:


Mesmo assim continuei, e fiz mais um post, que a galera interagiu legal até por conta do horário: era umas 01: 35AM


E nessa foto a legenda foi:
-"Chegaram em mim e falaram "Esse é seu, você merece" eu não faço ideia, mas que é muito caro"
Depois postei um print da página Chrone 24h, que é um site de vendas de relógio importados. E deixei o nome do relógio no post (ROLEX DAYTONA SIlVER BLACK)
O resultado foram esses:

Isso quase 02:00 da manhã: Bom esse foi uma ótima pesquisa, que validei, e estou trazendo aqui, Veja agora alguns exemplos:
🍔GULA: Empresas como Habibs, Ragazzo, e não só isso, existem até personagens que são usados isso, exemplo simples é a Magali, não só de comida é composta a gula, mas sim o excesso de coisas, como ir num camarote e comprar diversas garrafas caras e com isso puxando já para outro pecado;
🏎🛩💵AVAREZA: o poder do luxo nem preciso citar Apple né, mas entra em milhares de coisas, como carro, dinheiro, bebidas caras, que você atrai bastante,
INVEJA, outro pecado muito comum!
😈Luxúria: essa sem dúvidas é uma que vende bastante, principalmente para público masculino, a indústria pornô cresce a cada ano, e tem lucros gigantescos!
Depois da luxúria da uma preguiça né? Kkk isso .
😴PREGUIÇA: Sem dúvidas essa aqui, existe muitas empresas, ficaria dia listando mas exemplo: Netflix, Ifood, Tinder, Happi, Uber entre diversas outras! .
🤬IRA: quem já ficou puto porque o Uber errou o caminho ou ifood demoro pra chegar sabe, essa tem um exemplo bacana: de filmes que fazem você sentir raiva do personagem, querendo que eles morra, ou vem falar que você nunca ficou com raiva da blogueirinha do insta?
💅🏻Vaidade: Falando de Instagram não podemos deixar de falar do Instagram, maior rede social voltada pra beleza, tumblr é um outro exemplo, você passa horas editando as fotos, para postar 1 que você achou boa, mas essas foi apenas alguns exemplo:
Bom esse foi ótimo Método que utilizo na minha empresa, e tenho certeza que pode te ajudar muito!

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#MarketingDigital #marketingdigital
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2019.11.26 20:15 Cassio_3xceler Paletes para Decoração ABN Paletes

Paletes para Decoração ABN Paletes
Atualmente é muito comum a utilização de paletes para decoração, seja pela parte ecológica e sustentável, tema este que cada vez mais cresce para nossa reflexão ou mesmo pelo fato que o design final de uma decoração com paletes seja extremamente agradável.

Paletes para Decoração ABN Paletes

Paletes de Madeira

São os mais tradicionais entre as empresas com necessidades logísticas de armazenamento e transporte. Paletes de madeira novos possuem garantia, são ótimos em segurança e manutenção das propriedades de produtos transportados. São práticos e simples, a solução definitiva.

Paletes Euro

São tão comuns quanto os de madeira, e são utilizados em praticamente todas as operações logísticas no Brasil.
Temos pronta entrega para os melhores paletes Euro, com material selecionado e verificados com rigor pelos nosso setor de qualidade.
Aceitamos pedidos especiais referentes ao material e configurações, de acordo com as necessidades do cliente.

Paletes PBR

Foram criados pela ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados) para padronizar toda a operação logística do país, de uma forma que facilitasse o transporte, fosse seguro e que todos pudessem ter acesso ao padrão.
Os modelos de paletes PBR agradaram as transportadoras e são muito utilizados no Brasil desde a sua criação. Diversos benefícios vieram com a implementação desse padrão, desde o aumento na produção dos fabricantes à um maior número de fretes disponíveis para transportadoras que agora podem aceitar fretes antes inacessíveis.
Nossos PBR são confeccionados em material de primeira qualidade, seguindo o padrão estabelecido.

Paletes Descartáveis

São itens de baixo custo, mantendo a qualidade necessária para cumprir todas as suas atribuições nas mais variadas operações.
Temos uma variedade de materiais que podem ser utilizados como descartáveis, de acordo com a necessidade do cliente. Os paletes descartáveis são enviados ao destino e não retornam, por isso o custo-benefício deve ser considerado como a melhor solução prática e operacional.
O custo já estará incluso no valor da mercadoria, como se embutido nos custos de transporte e manutenção. Por isso, para que o aumento de preço não prejudique o cliente, a melhor opção é escolher um modelo de alta qualidade e baixo custo.

Paletes de Plástico

São muito utilizados, e aos poucos estão substituindo grande parte dos feitos de madeira. Ele possui um acabamento mais refinado e isso reflete em uma sensação de melhor organização no seu estoque, permitindo um empilhamento eficiente e uma retirada mais prática, sem qualquer transtorno.
Temos diversas opções de paletes de plástico para a sua empresa: novos, seminovos e reciclados. São mais duráveis e resistentes que a maioria dos fabricados em madeira, não sendo suscetíveis ao mofo e ao acúmulo de poeira; o que muitas vezes ocorre nas unidades em madeira, gerando uma degradação natural e mais rápida do material.

Paletes Longarina

Os materiais utilizados para a confecção dos modelos de longarina são os que oferecem o melhor custo benefício para o seu negócio.
Os Paletes Longarinas são feitos de madeira de alta qualidade e com extração autorizada pelo IBAMA, sendo uma excelente opção para diversos tipos de utilização. Suas principais vantagens são a alta resistência e o baixo custo.
Os confeccionados em papelão também possuem diversos benefícios, e temos as melhores opções nesse tipo de material. Eles podem ser combinados com outros materiais e possuem ampla utilização, resistindo bem à umidade e a cargas mais pesadas. São 100% recicláveis, leves e flexíveis, garantindo também um custo-benefício excelente.
Solicitações de confecção em outros materiais serão recebidas e estudadas pela nossa empresa.

Uso de paletes como Móveis

O uso de paletes não está restrito à transportadoras e empresas. Muitas pessoas estão utilizando para construírem móveis, seja para utilizar na casa própria ou para comércio. Entre os mais populares está o sofá de paletes.

ABN Paletes

A ABN Paletes está há 8 anos no mercado, fornecendo os melhores Paletes Novos, Usados, EURO, PBR, Descartáveis, Plástico, Longarina e realizamos Coleta de Paletes.
Estamos sempre prontos para atendê-los.
Site: https://www.abnpaletes.com.bblog/guia-definitivo-paletes
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2019.11.07 03:25 Mustafasustenido Completei 30 anos, virei mago e isso me abalou profundamente

Caros colegas redditors.
Buscarei a melhor forma de contar essa história aqui e farei um TL;DR no fim, mas tentarei não deixá-la massiva.
Então... venho de uma família classe média alta onde o que mais tive foi amor e carinho.
Em minha adolescência viajei bastante pelo mundo com minha família, estudei em uma escola excelente, fiz muitos amigos (alguns hoje são meus irmãos de vida) e posso dizer que foi o melhor período de minha vida.
Porém nunca consegui me relacionar com nenhuma mulher. Terminei o ensino médio sem nunca ter dado um beijo. Só tendo encostado na mão de uma menina 1x e passando por dezenas de rejeições (perdi as contas da quantidade de vezes que me apaixonei e não fui correspondido).
Sei que isso, em partes, se explica pelo fato de eu ter sido o ser humano mais magro (com saúde) que já conheci. Sem entrar em muitos detalhes meu IMC era por volta 13, eu era literalmente só o osso. Mais de 1,80m e menos de 50 kg (muito tempo depois descobri que é simplesmente a genética, mesmo malhando existe uma barreira pra meu peso e cada segundo de sedentarismo me faz emagrecer), exames perfeitos. No fim da adolescência entrei pra academia e consegui um corpo magro normal, porém o estrago na minha autoestima já estava feito (apesar de eu ter convicção que a qualquer momento, naturalmente, as coisas aconteceriam e eu acharia alguma menina pra me relacionar).
Passei em uma das melhores faculdades do país, no curso que eu queria, saí de casa pra morar sozinho e estudar, tinha tudo pra minha vida continuar as mil maravilhas, mas encontrei meu primeiro problema. O local de estudo só tinha homens e, como eu não era muito de sair, me bateu um grande desespero de continuar BV por muito tempo, já que não teria contato com mulheres... Enfim, uma depressão apareceu e fiquei quase 2 anos praticamente na rotina casa-faculdade-casa (além de minha família ter colocado quase uma babá em minha casa, pra que eu pudesse ficar mais relaxado). Foi com sobras o pior período de minha vida, em momentos de crise não conseguia comer praticamente nada, em momentos normais eu tinha que empurrar cada refeição. Voltei pra um estado de muita magreza (IMC 14,5), parei de fazer atividades físicas... minha família percebia pouco porque, além da distância, meu desempenho continuou excelente. Meus amigos de infância estavam em outras cidades e meus amigos da faculdade não pareciam notar nada (até porque já me conheceram nesse estado).
Consegui começar a superar essa situação depois de um grave problema de saúde na família. Entendi que nada do que eu sentia se justificava com tanto sofrimento que eu estava vendo daquele ente querido próximo a partir. Tanto que, depois da sua morte meus pensamentos voltaram a funcionar quase que normalmente (algumas recaídas de vez em quando) e voltei a ter aquela certeza adolescente que a qualquer momento naturalmente eu ia encontrar uma parceira.
Resumindo bastante, terminei a faculdade e comecei a trabalhar numa das maiores empresas do país, em uma cidade média do Brasil. Em pouco tempo eu assumi uma função de gestão e hoje estou quase no topo da carreira. Além disso dou palestras periodicamente para centenas de pessoas e ministro um curso noturno na área em que sou referência. Minha remuneração é o equivalente a 1 carro popular a cada 2 meses.
Ah... não possuo redes sociais
O que vou falar agora pode ficar parecendo querer me "gabar", mas é só pra enaltecer a gravidade da situação e o quanto tudo pesa em mim.
Meu modelo de gestão virou referência na empresa (e no mercado em geral), por criar uma equipe "família" (tenho muita facilidade em analisar perfis de pessoas e criar ambientes de trabalho que funcionam de maneira leve), os funcionários da empresa simplesmente me vangloriam pela forma como eu levo as coisas e resolvo as situações. Um dia desses um antigo auxiliar de serviços gerais (o qual sempre incentivei [verbalmente e financeiramente] a terminar o curso que estava fazendo) que conseguiu vaga de assistente administrativo em outra empresa veio pessoalmente me agradecer (até uma lembrança me deu, que guardo com bastante carinho) por conta dos ensinamentos que passei pra ele, que, segundo o mesmo, "foram de grande importância para o crescimento na carreira dele".
Dou palestra pra centenas de pessoas por mês, pra falar sobre a área que domino e está em ascensão em todo o mundo. As palestras tem sido um sucesso, e a plateia aumenta a cada ciclo. Sempre tive muita facilidade pra falar (e prender a atenção das pessoas) em público.
Minhas aulas noturnas também correm de maneira bastante positiva. Sempre tive prazer em ensinar e ver o aprendizado de cada estudante (principalmente os que mais tem dificuldades) me dá uma sensação de dever cumprido muito grande.
Além disso tudo sou multi-instrumentista. A música é parte de mim e sempre quis compartilhar com o máximo de pessoas possível. Dessa forma, sou um dos fundadores (e professor) de um projeto comunitário com objetivo de transformar a vida das pessoas de uma maneira efetiva.
Dito isso, volto pra o ponto do desabafo do tópico.
Completei 30 anos, sou BV e, obviamente, virgem e isso vem me destruindo a cada dia que passa. Todas as pessoas próximas a mim já tem família, ou pelo menos namoradas sérias/noivas e eu mal encostei na mão de uma mulher.
Analisando friamente (uma das minhas maiores virtudes são as autocríticas) sou um homem nota 7 de rosto (sei que nos achamos mais bonito do que o que somos, mas já descontei uns pontos, risos) e 3 de corpo. (recentemente estava melhor de corpo mas ansiedade que venho sentindo nos últimos meses vem me corroendo, e tenho total consciência que não posso por a desculpa dos meus insucessos integralmente no meu corpo)
Ninguém sabe que sou BV e meus dois amigos mais próximos sabem que sou virgem.
Mensalmente recebo a sugestão de procurar uma prostituta, mas meu EU me diz que isso seria a maior prova que sou incapaz de conseguir um primeiro beijo com uma moça que gostasse de mim de verdade (e nem sei se é recomendado beijar prostitutas, risos).
Meus amigos já tentaram me "armar" com conhecidas em festas, mas nas duas vezes que isso aconteceu notei que as moças não queriam e nem tentei forçar a barra. Acabei saindo das situações muito pior do que antes, sentindo a rejeição na pele mais uma vez. Sabe aquela facilidade pra falar em público? Isso desaparece integralmente em contatos sociais diretos com muitas pessoas do sexo feminino (principalmente em festas, que nunca gostei e hoje em dia mal vou, a não ser as do trabalho ou quando faço parte da banda). Na verdade ir em festas no geral me cansa MUITO, vou uma vez por ano, depois de muita insistência dos amigos, porque sei que vou ficar lá 5-6h com cara de paisagem, sem despertar o interesse de nenhuma mulher random por conta de não conseguir ter a mínima postura e não ter um corpo tão legal pra gerar interesse numa numa festa.
Tenho total convicção que, se eu fosse uma mulher, jamais pegaria um cara inibido como eu num ambiente de festa, eu simplesmente me reduzo a um pedacinho de nada, sei que isso é muito por conta da baixa autoestima devido ao meu corpo e às rejeições femininas que sofri na adolescência.
Minha rotina hoje em dia se resume basicamente a:
Trabalhar de segunda à sexta o dia todo (e noite), tento ler algo pra relaxar;
Sexta à noite (pelo menos a cada 15 dias) saio com meus amigos (e suas esposas) pra um barzinho;
Sábado trabalho mais um pouco, assisto futebol e vou dar aula de música para o pessoal no projeto;
Domingo passo o dia feliz com minha família, à noite vou à missa pra relaxar um pouco o espírito e me preparar para a semana.
Sinto um pouco de tristeza principalmente ao escrever que passo o "domingo feliz" com minha família, com um toque de desdém. Porque realmente tinha tudo pra ser algo perfeito, mas meu EU interno já passa cada minuto, em cada uma dessas atividades, pensando no quanto de vida eu perdi por chegar aos 30 anos sem ter me relacionado com uma mulher e saber que esse tempo não volta atrás nunca.
Saber que jamais vou ter uma namoradinha aos 15 anos, conhecer aos poucos e sem maiores pressões como um relacionamento funciona. Ir de mãos dadas ao shopping, assistir um filme, trocar palavras, olhares... Cada vez que penso nisso parece que uma parte de mim fica pra trás, não consigo exprimir com palavras o vazio que isso me faz sentir.
O estopim para que eu resolvesse desabafar e (com fé em Deus) procurar ajuda profissional foi o seguinte:
A empresa é composta majoritariamente por homens e mulheres de mais idade, mas possui algumas estagiárias e o pessoal sempre me fala na resenha (não sei até que ponto é resenha [na verdade eu sei que não é resenha]) que elas fazem de tudo pra se envolverem comigo (lembra aquela história de que sou bom pra traçar perfis de pessoas e montar equipes? Pois é, quando o assunto é relacionamento com mulheres eu não sei interpretar os sinais mais básicos). Obviamente eu jamais me envolveria com uma estagiária (até mesmo uma ex-estagiária), por razões profissionais, mas já recebi muitos "convites" via Whatsapp, que acabo levando na brincadeira pra não queimar minha reputação.
Enfim, recentemente chegou o ponto que resolvi que meu psicológico era mais importante do que meu medo de "me queimar" e comecei a conversar com uma estagiária (10 anos mais nova e de família humilde[claro que não ligo pra isso, só estou dizendo aqui pra que você me ajudem a interpretar a situação depois]) que já estava terminando o contrato e ia ser efetivada em outra cidade. A iniciativa foi minha (e isso me fez ter ainda mais vontade de que desse certo), mas, mesmo sendo um poste, eu sempre notei a forma que ela me olhava, sorria e nas conversas que tivemos nossas ideias se batiam muito, além de ela me atrair fisicamente e ser bastante inteligente.
Começamos a conversar diariamente via Whatsapp (evitávamos contato pessoal por conta do ambiente da empresa). Pouco antes do contrato dela acabar surgiu o momento e falamos mutuamente do que sentíamos, dos problemas que isso podia trazer pra vida profissional, mas acabamos concordando que valeria a pena tentar algo. Um tempo depois resolvi chamá-la pra sair e ela aceitou, mas veio com uma conversa que não era pra eu criar expectativas e que ela "não era fácil" (com outras palavras mas em resumo era isso). Confesso que achei meio estranho, há pouco tempo havíamos nos aberto um para o outro, mas não entendo nada de mulheres mesmo, então vamos seguir a história.
Tive o primeiro encontro da minha vida (sim, aos 30 anos, repito) levei ela pra jantar em um local que não fosse o mais caro da cidade (pensei que ela se sentiria mais confortável caso pudesse pagar o que havia consumido, se desejasse).
Saí de casa bastante nervoso, mas seguindo à risca tudo que os tutoriais on-line tinham me ensinado. Asseado, perfumado, bem vestido (como se eu já não vivesse assim...) e tentando o máximo possível ser simplesmente eu.
Chegamos ao local (um pouco preocupados que algum conhecido nos visse), mas a coisa fluiu tão naturalmente que, aos poucos o nervosismo foi passando. Aproveitamos o momento "livres" e conversamos sobre muita coisa ao longo de quase 3 horas (sem nenhuma forçação de barra, a coisa realmente acontecia de maneira espontânea), falamos um pouco sobre nossas vidas, nossos anseios, falamos mal das pessoas das mesas vizinhas... isso tudo com intensas trocas de olhares. Chegou um ponto que tomei coragem, segurei na mão dela e, pasmem, ela deixou. Fiquei ali de mãos dadas com ela (foi uma das melhores sensações que já tive na vida), trocando carícias e conversando por mais alguns minutos, quando decidi que era hora de sair e tentar algo.
Como já disse, antes do encontro eu estava muito nervoso, mas depois de todo aquele tempo com ela eu percebi que as coisas realmente iam acontecer de forma bastante natural.
Saí do restaurante abraçado com ela, fomos em direção ao carro (estava num local isolado), fiquei de frente com ela, falei 2 palavras e fui em direção ao meu primeiro beijo.
Ela simplesmente se virou e disse "na-não" (foi mais em forma de ruído de negação, mas achei melhor escrever assim), nesse momento não entendi mais nada (teria interpretado algum sinal de forma errada? Deveria insistir?).
Dei um abraço nela falei algumas palavras, tentei novamente e recebi mais uma rejeição.
Não soube o motivo (até agora não sei), mas preferi não insistir, demos um abraço demorado e levei ela pra casa, conversando sobre outras coisas.
Faz pouco tempo que isso aconteceu e ainda trocamos algumas palavras via Whatsapp. O que me deixa tranquilo é que eu pelo menos tirei a bunda da cadeira e tentei. Mas a frustração de mais uma rejeição é algo incomensurável pra mim. Não sei quando terei contato com outra mulher a esse ponto (estatisticamente eu tenho contato, com chances de dar algo, com uma mulher a cada 2 anos, e, é claro, nunca deu certo)
Com relação a esse encontro (eu queria até a opinião dos colegas redditores) eu trabalho com 3 hipóteses:
1 - Ela quer algo, mas não quis se mostrar fácil/interesseira (como as outras estagiárias que mandam mensagens diretas pra mim por Whatsapp) e está esperando outro convite meu para que possamos sair novamente e finalmente ocorra algo;
2 - Ela não quer mais nada por conta de uma das milhares de coisas que podem estar se passando na mente dela;
3 - Isso foi a prova de que meu corpo possui alguma substância não identificada, incolor, inodora e insípida, que cria uma barreira contra mulheres.
Não sei se vale a pena insistir, estou tão frustrado que não consigo ter forças pra um contato mais direto (apesar de sentir muita falta das conversas com ela);
Pra finalizar, meu desespero hoje é tão grande que penso até em fazer uma rede social (coisa que nunca tive) só pra me "amostrar" (algo que é totalmente contra meu perfil). Mostrar meus carros, minha casa na praia, minhas viagens semanais, meus momentos com os amigos, sei lá, qualquer coisa que pudesse gerar alguma curiosidade sobre mim para as mulheres.Mas aí me olho no espelho e percebo que quando chegar a esse ponto eu realmente não estarei mais sendo eu e algo de muito errado (além do que já está se passando) estará acontecendo.
TL;DR: Homem, 30 anos, família perfeita, muitos amigos (alguns verdadeiros irmãos), trabalho dos sonhos, ótima situação financeira, porém BV e virgem.
Fazendo um resumo desde a adolescência:
Comecei a aprender sobre música achando que com isso um relacionamento viria naturalmente (ao menos a música virou uma paixão real em minha vida);
Comecei a fazer academia achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a cursar um dos cursos mais concorridos do Brasil achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
Comecei a trabalhar e hoje ganho mais do que 99% da população brasileira achando que com isso um relacionamento viria naturalmente;
E não veio. Hoje não sei mais o que buscar ou a quem recorrer... A ansiedade (ou seria depressão?) está chegando a tal ponto que me vejo totalmente refém de alguns pensamentos que me atrasam bastante. Eu não consigo, por exemplo, passar mais de 15 dias (ou ir pra um lugar distante) longe da minha família/amigos próximos. Começa a bater um desespero (tipo os que eu sentia na depressão quando tinha 20 anos) e começo a pensar que eu poderia estar ali com uma companheira, aproveitando cada segundo. Já desisti de diversas viagens para fora do Brasil por conta disso. Coisa que fazia naturalmente na adolescência.
Sinto que a cada dia a bolha vai aumentando, a ponto de começar a atrapalhar nos meus trabalhos e vida pessoal, viagens a trabalho para fora do estado estão se tornando um sofrimento (as consequências de todos meus medos recaem sobre meu sistema digestivo), acordo à noite desesperado com medo do dia de amanhã, comecei a procrastinar algumas coisas e perder o tesão em diversas situações de prazer do dia a dia (não consigo mais jogar videogame por achar que isso me torna ainda mais virgem e inútil. A própria masturbação se tornou um momento de tristeza. Tocar piano, violino, violão, etc sozinho muitas vezes só me traz dor).
Cada elogio que recebo na empresa, palestras, aulas, crianças no projeto de música, família, amigos, parece aumentar o vazio que sinto.
Gostaria de simplesmente arrumar uma companheira e viver a vida a dois, viajar, compartilhar momentos, beijar, quem sabe, caso a coisa desse certo, ter filhos, criar uma família...

De qualquer forma, me sinto um pouco mais leve por ter passado 2 horas escrevendo e tendo exprimido todos esses sentimentos pela primeira vez (pra o lado de fora de minha cabeça).
Estou pensando em procurar um psicólogo (creio que já devia ter feito isso desde a minha primeira depressão lá nos 20 anos). Como garantir que eu, sendo uma figura conhecida na cidade não terei todas as minhas histórias íntimas divulgadas (sei que psicólogo é uma profissão muito séria, peço até desculpas de antemão caso essa pergunta ofenda alguém, mas uma pessoa má intencionada poderia destruir toda minha reputação externalizando minha intimidade). Na verdade a pergunta é "como escolher um psicólogo?". Caso não dê certo é normal trocar de psicólogo?
Obrigado a todos pela atenção.
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2019.10.30 16:17 vidracariashow Espelho Decorativo

Espelho Decorativo
ESPELHO DECORATIVO
Bruno Erberelli
Oct 30 · 6 min read
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Espelho Decorativo Sala
TIPOS DE ESPELHO DECORATIVO
Quando falamos de espelhos, devemos considerar os seguintes tópicos; Tipos, Ambientes de Aplicação e Fabricação. Confira todos os tipos de espelhos disponíveis no mercado nacional.
Eles estão disponíveis em algumas categorias:
ESPELHOS DE PENDURAR MÓVEIS ESPELHADOS PAREDES ESPELHADAS CHÃO ESPELHADO AMBIENTES PARA ESPELHO
1- ESPELHOS DE PENDURAR Este espelho é composto por penduradores em alumínio, garantindo assim a sua melhor fixação na parede e/ou estrutura. Veja abaixo os diversos modelos que se encaixam nesta categoria, desde espelho decorativo a espelho com LED.
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Espelho Decorativo para Sala
ESPELHO DECORATIVO São utilizados exclusivamente para decoração de ambientes, nem sempre são funcionais, ou seja, utilizados para refletir um ambiente e/ou pessoas.
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Espelho Decorativo para Sala
ESPELHO FLUTUANTE São normalmente utilizados em banheiros, com LED em sua parte de traz, iluminando a parede, gerando o efeito que a peça está flutuando na parede.
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Espelho Flutuante Banheiro
JANELA ESPELHADA São janelas antigas ou uma estrutura feita em madeira, pintada em dourado ou prata, e revestida com espelho.
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Espelho Janela Sala
ESPELHO REDONDO São espelhos que podem ser utilizados na sala, banheiro ou lavabo. Quando usados na sala, geram mais amplitude para o ambiente.
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Espelho Redondo Banheiro
ESPELHO MOSAICO São montados com peças aleatórias, perfeitamente encaixados, lapidados e alguma vezes até com bisote.
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Espelho Decorativo Sala
ESPELHO ILUMINADO São para maquiagem, estilo camarim. Espelho com LED em sua parte de traz direcionando sua luz para frente, utilizados normalmente em penteadeiras, banheiros e salões de beleza.
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Espelho Iluminado Banheiro
ESPELHO BISOTADO São espelhos com uma lapidação especial em suas extremidades chamado de BISOTE, dando o efeito de diamante.
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Espelho Bisote para Sala
ESPELHO OVAL São espelhos utilizados normalmente em banheiros e lavabos. Quando comparando com um espelho liso ou redondo, o oval proporciona uma certa sutileza ao ambiente.
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Espelho Oval Banheiro com LED
ESPELHO VENEZIANO São arte, feitos a mão, que imitam os espelhos clássicos e antigos dos Palácios Europeus.
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Espelho Veneziano
ESPELHO COM MOLDURA São espelhos clássicos, protegidos com uma estrutura de madeira, alumínio ou espelho.
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Espelho com Moldura Sala
ESPELHO CAMARIM São espelhos clássicos utilizados para maquiagem e/ou provadores, protegidos com uma estrutura de madeira, alumínio ou espelho com pequenas lampadas embutidas.
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Espelho Camarim
ESPELHO PROVENÇAL São espelhos que imitam as antigas molduras provençais, que hoje são feitas em madeira esculpida ou moldes de resina.
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Espelho Moldura Provençal
2- MÓVEIS DE ESPELHO São móveis em madeira que são revestidos com espelhos lapidados. Normalmente são usados em aparadores, mesas, armários, comodas, portas, guarda-roupa… etc.
GUARDA-ROUPA COM ESPELHO Os guarda-roupa espelhados, possuem uma estrutura de alumínio própria, e são os queridinhos dos Designers e Arquitetos.
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Guarda-Roupa com Espelho
APARADOR DE ESPELHO Aparadores revestidos com espelho, um dos queridinhos utilizados por Designers e Arquitetos em seus projetos.
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Aparador de Espelho
COMODA DE ESPELHO A Comoda é revestida com espelho lapidado ou bisotado, os puxadores ficam a gosto do cliente.
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Comoda com Espelho
CRIADO MUDO COM ESPELHO O Criado Mudo, assim como a comoda, é revestido com espelho lapidado ou bisotado, os puxadores ficam a gosto do cliente.
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Criado Mudo com Espelho
MESA DE JANTAR DE ESPELHO Mesas revestida com espelho normalmente de 5 ou 6 milímetros. Em seu topo usamos um vidro de 8 milímetros temperado que são mais resistentes a riscos, impactos e altas temperaturas.
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Mesa de Jantar com Espelho
PENTEADEIRA DE ESPELHO A Clássica Penteadeira de Espelho no estilo Veneziano, charme e elegância para seu ambiente. Também pode ser feita em espelho liso ou bisotado.
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Penteadeira com Espelho
ARMÁRIO COM ESPELHO Os armário de cozinha espelhados, possuem uma estrutura de alumínio própria, e também são os queridinhos dos Designers e Arquitetos na atualidade.
PORTA DE ESPELHO As portas revestidas com espelhos, são normalmente usadas para disfarçar uma entrada de ambiente e também dando uma dupla função para a porta.
MESA DE CENTRO ESPELHADA Mesas de centro normalmente são discretas, mas quando revestida em espelho ficam maravilhosas.
3- PAREDE ESPELHADA São espelho que são colados diretamente na parede do ambiente, sendo de alvenaria, madeira ou Drywall. Podem ser espelhos com aspectos decorativo, com cortes e detalhes em bisote, ou espelhos lisos funcionais, dando profundidade ao ambiente.
4- CHÃO DE ESPELHO Chão espelhados são normalmente usados em salões de buffet e igrejas para celebrações de casamentos, dando a impressão que os noivos estão flutuando.
Hoje em dia se usa muito móveis espelhados estilo veneziano em conjunto com chão espelhado.
5- AMBIENTES PARA ESPELHOS
ESPELHO BANHEIRO Há uma grande variedade de espelhos para banheiros, na foto acima, temos um espelho liso de fundo e um espelho veneziano flutuando a cima dele.
ESPELHO SALA DE ESTAR Este ambiente permite uma grande variedade de estilos decorativos. O mais comum é ver espelhos colados diretamente na parede, os espelhos pendurados e flutuantes também ficam muito bonitos.
ESPELHO PROVADOR Neste ambiente sugerimos espelho com LED de corpo inteiro. Para ambientes mais sofisticados, o Espelho com Iluminação se encaixa perfeitamente.
ESPELHO HALL ELEVADOR Para apresentar adequadamente seu condomínio ou empresa, nada melhor que um belo espelho de parede decorativo em sua entrada.
ESPELHO COZINHA Já na cozinha, temos algumas formar de utilizar espelhos, como por exemplo nos armários. Na foto acima, vemos o espelho sendo usado na parede, entre a pia e o armário superior, gerando assim a sensação de profundidade e amplitude no ambiente.
ESPELHO LAVABO Os lavabos, por ser um ambiente mais utilizado para recepção de visitas, permite uma arquitetura mais arrojada e moderna, dando espaço para espelhos como redondo e ovais que dão um charme adicional ao ambiente.
ESPELHO BARBEARIA Espelhos de Barbearias são na maioria das vezes, espelhos com design masculino, com moldura, flutuante ou com iluminação.
ESPELHO SALA DE JANTAR Neste ambiente, os espelhos com LED de parede ou de pendurar são famosos e geram delicadeza e amplitude para sua sala.
ESPELHO LOJA Em lojas, encontramos geralmente espelhos colados na parede ou colunas, gerando assim a sensação de amplitude, ou seja, sua loja fica com aparência de ser maior.
ESPELHO SALÃO DE BELEZA Neste ambiente, são extremamente recomendados espelhos funcionais e profissionais como Espelho Camarim ou Espelho com Iluminação, onde o objetivo principal é a experiencia do cliente.
ESPELHO HALL DE ENTRADA Um dos ambientes mais importantes, a porta de entrada de suas visitas, afinal, a primeira impressão é a que fica.
Agradecemos aos nossos amigos do site administradores.com.br que proveram este espaço para poder ajudar a todos os Administradores do Brasil. Desejamos a todos muito sucesso, Obrigado!
Autor: Bruno Erberelli Fonte: eDecorado / SHOW GLASS Vidros e Espelhos.
Site Institucional: https://www.vidracariashowglass.com.br Loja de Espelho: https://www.edecorado.com.br
#espelhodecorativo #fabricadeespelho #lojadeespelho #espelhocomled
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2019.09.20 16:03 MrDeadDrop Discriminação Reversa - Qual a opiniao do /r/brasilivre/?

Senhores,
o que vocês pensam sobre o tema? para ilustrar, por exemplos aplicativos do tipo "Lady Driver", que são abertos apenas para mulheres motoristas para levarem outras mulheres que existem sobre o pretexto de fornecerem segurança adicional para as mulheres (Ou seja, pressupõem que todos os homens são estupradores potenciais).
eu pessoalmente não consigo acreditar que modelos de negócio como esses sejam permitidos, porque claramente são sexistas e discriminam contra um gênero. Acho que qualquer um aqui ficaria revoltado se criassem um aplicativo chamado "White Driver" ou "Judeu Driver", mas porque a lei não é cumprida quando falamos de discriminação "reversa" de gênero?
Não é difícil encontramos outros exemplos na nossa sociedade, como vagões de metro exclusivos para mulheres, ora, homens não são estuprados ou assediados? e nesse caso estamos falando de um bem público que acredito ser ainda pior do que uma iniciativa privada como o caso da lady driver.
utilizei o exemplo do gênero como um ponto de partida, mas podemos falar de diversos outros prismas, como discriminação reversa no caso de "Orgulho Negro" é permitido, mas "Orgulho Branco" é racismo. ambos não são racismo?
Minha sensação é que a lei é muito clara quando não permite nenhum tipo de discriminação por sexo, raça, credo e afins, mas né prática nossa sociedade só liga se as minorias não estão sendo discriminadas...
adoraria saber a opinião de vocês!
submitted by MrDeadDrop to brasilivre [link] [comments]


2019.09.19 23:17 montbong Euforia e apatia - um ciclo escroto

Então estranhos, estou escrevendo na tentativa de ordenar meus pensamentos sobre o assunto e na esperança de alguém ter algo a compartilhar sobre.
Contextualizando: Sou homem, tenho 30, uma carreira bastante confortável e sofro de ansiedade.
Sou um cara intenso, muito intenso. Algumas coisas me causam empolgação e fascínio ao ponto de me aprofundar nelas e virar uma referência entre conhecidos como "nossa, fulano manja tudo de tal coisa hein?" para semanas/meses depois ser tomado por uma apatia em relação àquela mesma coisa e perder total o interesse sobre. Isso acontece com hobbies, aconteceu com faculdade, acontece com pessoas... e isso tem me incomodado bastante. Tive um relacionamento que durou perto de uma década e ele foi pontuado por essa paixão arrebatadora por um curto início e um desinteresse grotesco durante muitos anos, continuávamos juntos porque gostávamos do conforto e segurança que proporcionávamos um ao outro - acabou tarde, e acabou de uma forma bastante traumática para ambos. Solteiro novamente conheci mulheres pelas quais me apaixonei, uma em específico sei que amarei para o resto da vida e somos hoje grandes amigos, mas que rapidamente perdi o interesse enquanto ainda estavam apaixonadas e não consigo esconder minha indiferença quando ela vem, não sou grosseiro ou explícito sobre ela mas todo aquele furor inicial deixa de existir e isso é muito visível para todos. Invariavelmente encerro os relacionamentos de uma forma abrupta.
Já tentei modelos diferentes de relacionamento, me relacionei com homens e mulheres (e especificamente um homem e uma mulher em um contexto de poliamor). O desinteresse vem cedo ou tarde e lá estou eu pulando fora e deixando pra trás gente com cara de "?!". Um dos meus melhores amigos me disse ontem: "Cara, cada pessoa tem um custo em atenção/tempo, você quando está empolgado com alguém oferece o triplo do que ela vale, isso deixa as pessoas muito felizes, mas quando você desanima acaba não querendo pagar nem a metade do valor inicial". E eu me sinto assim, tudo que anseio na vida persigo de maneira obstinada e inteligente, acabo conseguindo e assim que fica certo que conquistei aquilo: perco o tesão.
Esse meu padrão de euforia/apatia tem me incomodado sobremaneira. Amo a euforia e detesto a apatia, somente muito recentemente comecei entender esse ciclo comportamental. Minha psicóloga normaliza isso, dizendo que sou intenso, razão pela qual as pessoas acabam curtindo conviver comigo, e que se isso me incomoda então deveria tentar viver um meio termo - infelizmente o meio termo para mim é sinônimo de apatia (tenho tomado remédios para ansiedade que me deixam nesse meio do caminho, detesto) mas ainda assim quero conseguir achar paz ou uma forma de não permitir que a euforia se desfaça em apatia - especialmente com as pessoas, porque gosto sinceramente de todos com quem me relaciono mas o interesse some e dá lugar a esse sentimento de fuga.
Tenho evitado relacionamentos novos porque sei que é muito difícil para as pessoas se relacionarem comigo nesses termos e eu sou empático aos sentimentos alheios, só não consigo continuar em contextos que me agridam... como disse, fiquei anos em um relacionamento pela sensação de segurança mas infeliz, após o término dele não consigo mais.
Enfim, é isso. Alguém se identifica? Alguém já viveu esses ciclos e conseguiu lidar com eles de uma forma sadia? Eu confesso que estou bastante cansado disso e hoje estou na parte negativa do ciclo, o que me faz escrever esse texto, mas sei que assim que estiver na parte de cima lerei esse relato e vou pensar "nossa mano, que exagero, é muito daora ser assim - woohoo!".
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